Num espaço de duas horas e meia, respirou-se Poesia, soltaram-se palavras e revelaram-se silêncios em cada intervenção. Ouviu-se Eugénio de Andrade, Natália Correia, Alberto Caeiro, Mário de Sá-Carneiro. Jorge de Sousa Braga, Vasco Gato, Mia Couto, Sophia de Mello Breyner, David Mourão-Ferreira, Florbela Espanca, José Régio, Álvaro de Campos, Herberto Hélder, mas também ouviu-se muita poesia de assinatura sanjoanense como Sara F.Costa, Edmundo Silva, Tiago Moita, Dina Silvério entre tantos outros nomes da literatura nacional e local, que percorreram ao lado de todos aqueles que assistiram e participaram naquela noite maravilhosa que, só aqueles que assistiram, tiveram o privilégio de testemunhar.
Houve quem cantasse poemas, lesse poemas directamente de uma parede, de uma folha de papel, de um livro ou mesmo de um telemóvel. Houve quem lesse para a mãe, para o pai e houve quem tirasse a gravata e desabotoasse o colarinho para falar de cor.
Nas palavras da jornalista Anabela Carvalho, do Jornal "Labor" de São João da Madeira, "no aconchego de um pequeno café onde quase todos se tropeçam em livros - estão na mesa mas também sobre a mesa, suspensos por cordas - a palavra correu com informalidade, alegria e sentimento. E a Poesia nunca foi tão bem acolhida."
A todos os que participaram e foram solidários com esta iniciativa, minha e do Edmundo, muito obrigado em nome da Poesia, da Cultura e de São João da Madeira.
Próxima paragem: Confeitaria "Colmeia", terça-feira, dia 3 de Junho às 21H30 (é já amanhã")
Apareçam!
Aqui ficam algumas fotos dessa noite histórica e extraordinária.





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