quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

SEXTA SESSÃO POÉTICA MENSAL "FUGAS POÉTICAS" NA CONFEITAIA COLMEIA EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (03.02.2015)



Depois do grande sucesso do último "POESIA À SOLTA" no Neptúlia Bar na terceira terça-feira deste mês, as noites poéticas mensais em São João da Madeira regressam em força na próxima semana com uma nova designação, independentemente do espaço onde se realizam: FUGAS POÉTICAS!

A primeira noite poética de Fevereiro começa já na terça-feira da próxima semana, dia 3 de Fevereiro, a partir das 21H30, na Confeitaria Colmeia em São João da Madeira.

Nesta sessão, tal como aconteceu na outra, os desafios mantêm-se:
  1. Dizer pelo menos um poema, da vossa autoria ou de um (a) poeta do vosso coração, de cor e salteado nessa sessão!
  2. Dizer um poema sobre o HUMOR (tema escolhido na sessão poética anterior)
NOTA: Estes desafios são FACULTATIVOS! Aqueles que os aceitarem, aceitam de sua livre e espontânea vontade! Quem quiser aceitar o segundo, terá o primeiro quarto de hora desta sessão para dizer o poema do tema escolhido. 

Quem quer participar neste desafio?

Venham celebrar a festa da Poesia e soltar os poemas que habitam dentro de vós e no silêncio das gavetas dos livros!

Novo logotipo das "Fugas Poéticas"


NOVO LOGOTIPO DAS "FUGAS POÉTICAS"

No final de Janeiro de 2015, os mentores e coordenadores das noites poéticas nos cafés e bares de São João da Madeira decidiram escolher, depois de aprovado por uma "larga maioria de votos" o logotipo oficial da iniciativa: a partir do próximo mês deixarão de existir nomes diferentes para cada uma das noites poéticas mensais na Confeitaria Colmeia e no Neptúlia Bar em São João da Madeira e passará a ter um único nome: "FUGAS POÉTICAS" - o mesmo nome da página comunitária oficial desta iniciativa na rede social Facebook.

Assim, a partir de Fevereiro deste ano, todos os meios de promoção do evento acima mencionado contarão com este logotipo no canto superior direito de cada cartaz, por exemplo.

Os mentores e coordenadores das "Fugas Poéticas" em São João da Madeira:

Tiago Moita

Edmundo Silva

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

SOBRE A OITAVA SESSÃO POÉTICA MENSAL "POESIA À SOLTA" EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (20.01.2015)

A INVENÇÃO DA NOITE CLARA

Tal como o começo de um qualquer ária de Ópera ou trecho musical, o arranque da primeira nota é fundamental para o desenvolvimento da harmonia que deve acompanhar uma melodia como uma folha de outono acompanha o curso de um rio. O mesmo aconteceu na terça-feira da semana passada, dia 20 de Novembro, pelas 21H30 durante a oitava sessão poética mensal no Neptúlia Bar em São João da Madeira - um espaço onde a cultura e a expectativa sempre andaram de mãos dadas com a vida nocturna sanjoanense.

Surpreendido, tal como algumas pessoas que vieram assistir àquela sessão, por encontrar mais de meia-dúzia de caras novas, maioria jovens, para assistirem e participarem numa das mais emblemáticas noites poéticas da cidade e do concelho de São João da Madeira, Tiago Moita abriu a sessão com o anúncio da unificação dos nomes das duas noites poéticas nos cafés e bares da cidade sanjoanenses num só, assim como a criação de um novo logótipo, comum para todas as noites poéticas: a partir de Fevereiro, todas as noites poéticas que sejam coordenadas por Tiago Moita e Edmundo Silva nos cafés e bares do concelho passarão a chamar-se apenas "Fugas Poéticas" - o  nome da página comunitária de promoção desta iniciativa na rede social facebook, activa desde Junho do ano passado - e cada meio de promoção da mesma, terá um logótipo comum, que será apresentado e aprovado pela maioria das pessoas que fizeram parte do página com o futuro nome da actual iniciativa poética independente sanjoanense.

Findo os anúncios, Tiago Moita abriu os primeiros minutos para a leitura, ou expressão, poética de poemas dedicados ao Inverno - tema (facultativo) escolhido pelos coordenadores e mentores deste projecto cultural no mês passado. Um tema apropriado ao estado do tempo que se fazia sentir em grande parte dos países do Hemisfério norte e que recebeu algum acolhimento quando o escritor e poeta sanjoanense leu um excerto de um poema de Carlos de Oliveira e outro de Filipa Leal, seguido pela leitura de um poema de Camilo Pessanha e de alguns poemas de textos de Alberto Caeiro e de poetas locais e desconhecidos.

E o evento não ficou por aqui. Mal terminaram as leituras de poemas acerca do tema acima enunciado, a Poesia livre circulou de mãos dadas com o bom humor das anedotas hilariantes do doutor Magalhães dos Santos e com momentos musicais de Paulo e Pedro Resende, na voz e na viola, e da clarinetista Catarina Rebelo da Orquestra Sinfónica de Santa Maria da Feira - esta última, presenteou-nos com uma ária de homenagem ao grande compositor Alemão J.S.Bach, ao som do seu clarinete; uma novidade nas "Fugas". Momentos idílicos onde a canção popular e a clássica se cruzaram para homenagear todas as leituras e declamações poéticas, mais ou menos fleumáticas e efusivas, de poemas Teresa Maria Queiroz, José Luís Peixoto, Tagore, Jerónimo Baía, Guerra Junqueiro, Sophia de Mello Breyner Andresen, Luís de Aguiar, Khalil Gibran, Ana Haterly, Suzamna Hezequiel (ex-Suzamna Guimarães), Maria Teresa Horta, Isabel Rosete, Rudyard Kipling, Edmundo Silva, Jorge Vila, Ary dos Santos, Júlio Dantas, António Ramos Rosa e Herberto Hélder, assim como alguns poemas inéditos de poetas desconhecidos, que não tiveram medo de circular naquele espaço e ritual de partilha, convívio e comunhão pela mais nobre das artes sem a qual a noite reinventa-se a cada momento e a Humanidade tenta ignorar mas não pode viver sem ela: a poesia.

Tema (facultativo) do próximo mês: o HUMOR (Toda a espécie de poemas humorísticos ou que envolvam expressões ligadas à comédia)

A próxima fuga poética é já na terça-feira da próxima semana, dia 3 de Fevereiro, na Confeitaria Colmeia (Praça Luís Ribeiro) em São João da Madeira, pelas 21H30!

Apareçam a soltem a Poesia que vive dentro de cada um de vós!

Aqui ficam as fotos dessa sessão: 


Parte do público presente na sessão.


Isabel Barbosa lendo um poema de Camilo Pessanha


O doutor Magalhães dos Santos lendo um poema
inédito sobre o Inverno com M Conceição Gomes


M Conceição Gomes lendo parte do poema inédito
do Doutor Magalhães dos Santos sobre o Inverno


Uma jovem lendo um poema da sua mãe


Edmundo Silva lendo um poema do poeta Attillio Bertolucci
em...italiano!

(Foto da autoria de Raquel Gomes de Pinho)


M Conceição Gomes lendo o poema "Quando está frio no tempo
frio" de um dos mais célebres heterónimos de Fernando Pessoa,
Alberto Caeiro.

(Foto da autoria de Raquel Gomes de Pinho)


Paulo Resende cantando "Dia de Passeio" 
dos Rio Grande.


Rosa Familiar (Flor Yaleo) lendo o poema
"Vou deixar-me estar assim" de Maria Teresa
Queiroz 


Maria João Lobo lendo "O tempo, subitamente
solto pelas ruas e pelos dias" do livro "A Criança
em Ruínas" de José Luís Peixoto.


André de Oliveira lendo "O Caminhante" de 
Rabindranath Tagore


Carla, uma estreante nas "Fugas Poéticas"
lendo "Duvido", um poema da sua autoria


Inês Severino lendo o poema "A cidade é um
chão de palavras pisadas" de José Carlos Ary
dos Santos


O doutor Ângelo Campelo declamando o célebre
poema "IF" ("Se") do poeta britânico
Rudyard Kipling


Edmundo Silva, um dos mentores e coordenadores das "Fugas
Poéticas", lendo o poema "O Autoconhecimento" do 
poeta libanês "Khalil Gibran"



Raquel Gomes de Pinho lendo um poema de
Jorge Vila


Catarina Rebelo, Clarinetista de Santa Maria da
Feira, interpretando "Homenagem a J.S.Bach"
de Béla Kovacs ao Clarinete.


O doutor Magalhães dos Santos e a Raquel Gomes de Pinho
lendo uma anedota do doutor Magalhães dos Santos.


Paulo Resende cantando ao desafio a canção
"Balada São-Joanense" do doutor
Magalhães dos Santos


Pedro Resende cantando "Hallelujah" de Leonard Cohen

(Foto da autoria de Raquel Gomes de Pinho)


Joana Costa, uma estreante nas "Fugas Poéticas"
lendo o poema "Escuto" de Sophia de Mello
Breyner Andresen


André de Oliveira lendo o poema
"Dar voz às chamas prateadas do gelo do cristal"
do poeta oliveirense, natural da freguesia
de Pinheiro da Bemposta, Luís de Aguiar
(Livro "A Voz do Silêncio", Caima Press, 2000)


Pedro Resende interpretando uma canção da sua autoria

(Foto da autoria de Raquel Gomes de Pinho)


O doutor Magalhães dos Santos lendo o poema "Menina Gorda"
do poeta brasileiro Ribeiro Couto.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O (MEU) PRIMEIRO CURSO COMEÇA AMANHÃ!!!



Amanhã, dia 24 de Janeiro às 10H30, vai ter lugar a primeira aula da primeira oficina da Academia de Escrita Criativa de Tiago Moita "Viver as Palavras".

Trata-se do curso básico de Escrita Criativa "ESCREVO.LOGO EXISTO" e vai decorrer todos os sábados de manhã, das 10H30 às 12H30, de 24 de Janeiro a 28 de Fevereiro do corrente ano na BIBLIOTECA DE FUNDO DE VILA em SÃO JOÃO DA MADEIRA (Rua Cerqueira de Vasconcelos, 3700 São João da Madeira).

Estas oficinas de Escrita Criativa de Tiago Moita são apoiadas pela Junta de Freguesia de São João da Madeira. 

O custo do curso é de 35 Euros e terá de ser feito no primeiro dia de aulas.

As inscrições acabaram no dia 30 de Dezembro do ano passado.

A todos (as) os (as) meus (minhas) formandos (as) já inscritos, venham viver a aventura das palavras!

Conto convosco!

P.S: Não precisam de trazer papéis, cadernos, canetas, lápis e borrachas. Apenas vontade de aprender e espírito de aventura e prazer pela criatividade, pela leitura e pela escrita.


Aspecto do interior da Biblioteca de Fundo de Vila,
onde vão decorrer as aulas de Escrita Criativa de
Tiago Moita em São João da Madeira.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

DEZ ANOS DE TIAGO MOITA EM FILO-CAFÉS (2005-2015)

O ELOGIO DA LIVERDADE

Partilha, liberdade, convívio, entrega. Podiam ocorrer outras palavras para ilustrar  o que sinto para celebrar esta efeméride que provocou uma das maiores revoluções dentro de mim. Bastava recuar a esse dia 15 de Janeiro de 2005 e trazer à superfície a minha primeira vez em que assisti - e participei - num Filo Café.

Para os mais distraídos e ignotos nesta matéria, um Filo Café é uma espécie de "não-tertúlia", isto é, um espaço de partilha, criação e de liberdade livre, tantas vezes apregoada por Rimbaud e António Ramos Rosa, onde cada participante exprimia a sua opinião sobre um tema, de forma livre e informal. Os Filo Cafés, segundo o que me disseram ao longo destes dez anos - como o tempo passa -, começaram em Lisboa, na Sociedade Guilherme Cossoul com Alberto Augusto Miranda em 1997 mas foi só no princípio da década passada que começaram a chegar ao norte do país - e à Galiza - mais propriamente às grandes cidades como o Porto e Braga.

Lembro-me como se fosse hoje...Braga, Insólito Bar. Um mês antes, tinha sido convidado pelo meu tio para participar no seu primeiro Filo Café organizado por ele na "cidade do Arcebispos", capital natural do Minho, com um poema da minha autoria sobre o tema "O Actor e a Personagem", sem fazer a mínima ideia o que era um Filo Café e no que me ia meter. Para a maioria dos noctívagos bracarenses e outras criaturas da noite que deambulavam pelas sombras das ruas e trocavam silêncios e vícios no recanto dos bares, era uma noite como qualquer outra. Para mim, foi o princípio de um despertar para o mundo de liberdade e sabedoria, onde a crítica, a ironia e o sarcasmo conviviam com a Arte e o Pensamento.

Dez anos passaram e nenhuma memória diluiu-se nos oceanos do tempo. Jamais esquecerei as dissertações sarcásticas de Alberto Augusto Miranda, os monólogos filosóficos de Alexandre Teixeira Mendes, as performances de expressão plástica de Sílvia Zayas e de Filipa Aranda, e exuberância e encanto de Deborah Nofret, a anarquismo poético de António Pedro Ribeiro e as declamações apoteóticas de Aurelino costa, apenas para citar alguns exemplos de dez anos que marcaram a minha vida. Dez anos de poemas, performances, esculturas, pinturas, viagens, debates, magia no êxtase de um gesto, epifania e choque numa palavra, virtuosismo num rasgo artístico, luz num bolbo de sombra num poema.

Tudo isso e muito mais encontrei e guardei como recordação, serigrafias de memórias em chamas vivas e bruxuleantes, vagueando no universo de mim, relembrando um tempo em que assisti ao desabrochar do meu ser, à desconstrução da minha linguagem e pensamento e à metamorfose de um silêncio inacabado pela sede da alma humana, sedenta do Tudo do Todo.

TIAGO MOITA

Aqui ficam algumas fotos de alguns dos filo cafés que assisti e participei.


Filo Café "O ACTOR E A PERSONAGEM" - Insólito Bar, Braga
(Sábado, 15.01.2005)



Filo Café "NIETZSCHE E PESSOA: O BAILE DA GRAVIDADE" 
Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto,
Porto (Sábado, 17.12.2005)


Filo Café "POESIA E MULHERES: TODOS AOS SEUS TALHERES"
Café Concerto, Paços da Cultura, São João da Madeira
(Sexta-Feira, 17.03.2006)


Filo Café "Bruno e Bruma"
Clube Literário do Porto, Porto (Sábado, 01.07.2006)


Filo Café "RITOS E RITUAIS" 
Clube Literário do Porto, Porto 
(Sábado, 24.03.2007)


Filo Café "SUICÍDIO/ALTERICÍDIO"
Café Princesa, Porto
(Sábado, 12.01.2008)


Filo Café "A REVOLTA DAS PALAVRAS" 
- "Teia dos Sentidos" -
Art7menor Bar, São João da Madeira
(Quinta-feira, 27.03.2008)


Filo Café "FECUNDAÇÃO E ALÍVIO"
Orfeão do Porto, Porto
(Sábado, 22.11.2008)

(Foto de Nelson Silva)


Filo Café "A DOENÇA"
Junta de Freguesia de Espinho, Espinho
(Sábado, 06.06.2009)

(Foto de Nelson Silva)


Filo Café "DRAMA E PLATEIA"
Art7menor Bar, São João da Madeira
(Quarta-feira, 14.04.2010)


Filo Café "MILAGRE"
Auditório José Afonso, São João da Madeira
(Sábado, 12.05.2012)

(Foto de Suzamna Hezequiel)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

OITAVA SESSÃO POÉTICA MENSAL "POESIA À SOLTA" EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (20.01.2015, 21H30)


Depois do grande sucesso do último "Poesia à Solta" no Neptúlia Bar terceira terça-feira do mês passado, as noites poéticas mensais regressam em força a São João da Madeira, já na próxima semana.

A primeira noite poética mensal de Janeiro, denominada "POESIA À SOLTA", começa já na terça-feira da próxima semana, dia 20 de Janeiro, a partir das 21H30, no Neptúlia Bar em São João da Madeira.

Nessa sessão, tal como aconteceu na outra, os desafios mantêm-se:

1. Dizer, pelo menos um poema da vossa autoria ou de um (a) poeta do vosso coração, de cor e salteado, nessa sessão;

2. Dizer um poema sobre o tema INVERNO (Tema escolhido na sessão anterior).

Nota: Estes desafios são FACULTATIVOS! Aqueles que os aceitarem, aceitam de sua livre e espontânea vontade! Quem aceitar o segundo, terá o primeiro quarto de hora desta sessão para dizer o poema do tema escolhido.

Quem quer participar no desafio?

Venham celebrar a festa da Poesia e soltarem os poemas que habitam dentro de vós e no silêncio das gavetas e dos livros!