segunda-feira, 27 de abril de 2015

NONA "FUGA POÉTICA" NA CONFEITARIA COLMEIA EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (05.05.2015)


AVISO À NAVEGAÇÃO.

Depois do grande sucesso da 11ª "Fuga Poética", que ocorreu na passada terça-feira, dia 21 de Abril pelas 21H30, no Neptúlia Bar em São João da Madeira, as "Fugas Poéticas" regressam em força no próximo mês, na terça-feira da próxima semana, dia 5 de Maio às 21H30 na Confeitaria "Colmeia" em São João da Madeira.

Nesta sessão, tal como aconteceu na outra, os desafios mantêm-se:
  1. Dizer pelo menos um poema, da vossa autoria ou de um(a) poeta do vosso coração, de cor e salteado.
  2. Dizer um poema sobre a MÃE (Tema escolhido na sessão poética anterior).
NOTA: Estes desafios são FACULTATIVOS! Aqueles que os aceitarem, aceitam de sua livre e espontânea vontade! Quem aceitar o segundo, terá o primeiro quarto de hora desta sessão para dizer o poema do tema escolhido.

Quem quer participar no desafio?

Venham celebrar a festa da Poesia e soltar os poemas que habitam dentro de vós e no silêncio das gavetas e dos livros!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

SOBRE A DÉCIMA PRIMEIRA "FUGA POÉTICA" NO NEPTÚLIA BAR EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (21.04.2015)

"HOMENAGENS INESPERADAS"

"O Valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

                                                                                                                                     Fernando Pessoa

Não é a primeira vez - e certamente não será a última - que as "Fugas Poéticas" homenageiam algo ou alguém. Desde a escolha dos temas facultativos em Novembro do ano passado, passando pela homenagem (mais do que justa) ao Professor Josias Gil, falecido em Fevereiro  deste ano. Nunca esperei encontrar o tipo de homenagens que aconteceram na passada terça-feira, dia 21 de Abril às 21H30, no Neptúlia Bar em São João da Madeira.

Era uma noite maviosa e bastante fria para um Abril mais propício à chuva. Cheguei à hora marcada com a certeza de que eu, mais as pessoas presentes na tertúlia iam dar o seu melhor para transformar aquela noite numa verdadeira homenagem à Poesia, à Liberdade e a Herberto Hélder - poeta homenageado na sessão anterior e que, mais uma vez, ia ser alvo de semelhante honra. Pela manhã, tinha recebido a confirmação da presença do músico Rui Flash nesta "Fuga Poética" no Neptúlia. Mais surpreendente do que isto não esperava encontrar; pensava eu...

Terminados os cumprimentos e as primeiras impressões, recebi um pedido por parte de uma tertuliana em querer fazer uma homenagem a um tertuliano nosso conhecido, que fazia nessa altura a bonita idade de 82 anos. Não reneguei tamanho pedido, não só pela consideração que tanto eu como todo o pessoal das "Fugas" tem por esse senhor, como pelo tipo de homenagem proposta por ela: uma leitura de um poema à distância através de uma chamada telefónica. (Onde é que eu já vi isto?).

Sincronismo ou ironia do destino, o Filipe tocou a sineta para dar início à sessão. Justamente na noite em que eu tinha me esquecido de trazer a minha, como é costume. (Como é que ele adivinhou?). Nesse instante, Tiago Moita, um dos fundadores e coordenador da iniciativa deu as boas-vindas a todos os presentes, apresentou os temas e o propósito das "Fugas Poéticas" aos estreantes e abriu as hostes com a leitura do poema "As Palavras dos Homens" de Manuel Alegre. O mote estava lançado.

As homenagens surgiram a meio da sessão. Enquanto muitas das vozes habituais e presenças estreantes deleitaram os convivas tertulianos com a leitura de poemas evocativos da Liberdade (e afins) de João Luís Castelo-Branco. Sophia de Mello Breyner Andressen, Manuel Alegre, Mário Henrique Leiria, José Carlos Ary dos Santos, Jaime Cortesão, António Gedeão, Herberto Hélder, Fernando Echevarria, Miguel Torga, Eugénio de Andrade entre outros poetas locais e desconhecidos, eis, quando menos esperava, leu-se o poema "Dia de Anos" de Guerra Junqueiro ao tertuliano que fizera anos nesse dia e homenageou-se o coordenador Tiago Moita pelos seus quarenta anos, acabados de fazer na quarta-feira da semana passada, com um efusivo "Parabéns a Você" e um suculento bolo de aniversário, do qual o aniversariante tratou logo de cumprir o ritual e de oferecer pedaços dessa deliciosa guloseima a todas as pessoas que assistiram e participaram naquele simples momento de partilha poética, transformado num agradecimento colectivo feito de abraços, beijos e todo o tipo de gestos - que também são manifestações de Liberdade e um exemplo de gratidão, humanidade e reconhecimento por alguém e por algo que, por breves intervalos de tempo, fez com que as suas almas batessem asas e os seus corações ganhassem mais uma chama translúcida a bruxulear no fundo do seu Amor.

Próxima Paragem: Confeitaria Colmeia, Terça-feira, 5 de Maio de 2015, 21H30

Tema (Facultativo) do próximo mês: MÃE.

Aqui ficam algumas fotos dessa noite.


Parte do público presente na sessão.


Outra panorâmica do público presente na sessão.


Tiago Moita lendo o poema "As Palavras dos Homens" de Manuel
Alegre.

(Foto de Filipe Santos)


Lena França lendo o texto poético "A Queda" do
escritor oliveirense Ulisses Tirano.

"Destroços" - o primeiro livro do escritor 
Ulisses Tirano.


Rui Flash cantando uma das "canções de Abril".


O senhor Altino lendo um poema.


Rosa Familiar lendo um poema de António 
Ramos Rosa.


Raquel Gomes de Pinho lendo o poema "Se me
ouvirem" da Encandescente.


Fátima Passos lendo o poema "Esta Gente" de
Sophia de Mello Breyner Andressen.


M Conceição Gomes lendo o poema "Liberdade"
de Miguel Torga.


Sãozita Alves lendo o poema "Liberdade" de 
Miguel Fernandes.


Tiago Moita, Raquel Gomes de Pinho, M Conceição Gomes, Lena
França, Ulisses Tirano e o doutor Ângelo Alberto Campelo Sousa
lendo o poema "Dia de Anos" de Guerra Junqueiro para o doutor
Magalhães dos Santos, a partir de um telemóvel.


Ulisses Tirano lendo um texto em prosa poética
da sua autoria: "Apartamento".


Virgílio Gonçalves lendo o poema "Quem a Tem"
de Jorge de Sena.


António Pinheiro lendo um poema da sua autoria.


Inês Severino lendo um poema de José Carlos
Ary dos Santos.


O doutor Ângelo Alberto Campelo Sousa lendo o
poema "Ode à Liberdade" de Jaime Cortesão.


Vânia Soares lendo o célebre poema de Manuel
Alegre "Trova do Vento que Passa".


O bolo de Aniversário de Tiago Moita

(Foto de Rosa Familiar)


O aniversariante no momento do "Parabéns a Você".

(Foto de Rosa Familiar)


O discurso de agradecimento do aniversariante.

(Foto de Rosa Familiar)


O momento da partilha do bolo de aniversário

(Foto de Rosa Familiar)


Maria João Lobo lendo o poema "Metamorfose"
da sua mãe, a poeta Rosa Maria Silva L. Ribeiro.


Natércia Nunes lendo o poema "A solidão é sempre 
fundamento de Liberdade" de Fernando Echevarria.


Inês Severino lendo o poema "Neste país de linhos
e predicados" de um dos fundadores e coordenadores
(ausente naquela sessão) das "Fugas Poéticas, a par
de Tiago Moita: Edmundo Silva.

terça-feira, 21 de abril de 2015

DÉCIMA PRIMEIRA "FUGA POÉTICA" NO NEPTÚLIA BAR EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (21.04.2015)


AVISO À NAVEGAÇÃO

Depois do grande sucesso da 8ª "Fuga Poética" na Confeitaria "Colmeia" na primeira terça-feira deste mês, as noites poéticas mensais em São João da Madeira regressam em força no dia 21 DE ABRIL, terça-feira do mês, para a 11ª "FUGA POÉTICA" no NEPTÚLIA BAR, a partir das 21H30 em SÃO JOÃO DA MADEIRA!

A partir desta sessão vamos também ler poemas do maior poeta que marcou a Poesia e Literatura da segunda metade do século XX: HERBERTO HÉLDER.

Nesta sessão, tal como aconteceu na outra, os desafios mantêm-se:
  1. Dizer pelo menos um poema, da vossa autoria ou de um(a) poeta do vosso coração, de cor e salteado nessa sessão.
  2. Dizer um poema sobre a LIBERDADE (tema escolhido na sessão poética anterior).
NOTA: Estes desafios são FACULTATIVOS!Aqueles que o aceitarem, aceitam de sua livre e espontânea vontade!Quem aceitar o segundo, terá o primeiro quarto de hora para dizer o poema do tema.

Quem quer participar no desafio?

Venham connosco celebrar a festa da Poesia e soltar os poemas que habitam dentro de vós e no silêncio das gavetas e dos livros!

terça-feira, 14 de abril de 2015

SOBRE A OITAVA "FUGA POÉTICA" NA CONFEITARIA "COLMEIA" EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (07.04.2015)

TROVA DA LIBERDADE QUE PASSA

Poesia e Liberdade sempre foram dois conceitos siameses da condição humana. Energias simétricas provindas da mesma fonte; rios oriundos da mesma nascente em busca da foz da Eternidade, onde apenas os génios e os sábios alcançam, como se já fizessem parte dos seus destinos. Na terça-feira da semana passada, dia 7 de Abril pelas 21H30, pude constatar a veracidade deste meu pensamento na Confeitaria "Colmeia" em São João da Madeira.

A Páscoa tinha acabado, fazia nessa altura dois dias. O tempo revelava-se favorável e apelativo para uma boa razão para sair à noite, conviver com amigos ou voltar a ver caras de tempos pretéritos, quase apagados pela usura da memória colectiva. No "Colmeia", aconteceu um pouco de tudo isso: regressos surpreendentes, misturados entre revelações inesperadas e caras novas, começaram a dar uma nova cor e um outro sabor a um evento, cada vez mais próximo de completar um ano de existência e prestes a ser uma presença viva na Cultura de São João da Madeira.

No meio de uma audiência expectante e curiosa, Tiago Moita e Edmundo Silva deram as boas-vindas às mais de trinta pessoas que assistiram e participaram naquela sessão poética mensal e abriram as hostes com uma pequena dissertação sobre a Liberdade e sobre o poeta homenageado, falecido no final do mês passado e responsável pela transformação da poesia e da literatura contemporânea portuguesa da segunda metade do século XX e do início do século XXI: Herberto Hélder.

Dando mote ao tema mensal de Abril e ao poeta homenageado, os dois fundadores leram o poema "Eu agora mergulho e ascendo como um copo" de Herberto Hélder e o poema "A Liberdade" de Khalil Gibran.Terminadas as leituras, as intervenções não tardaram e, tal como uma brisa clandestina a chegar de mansinho por uma povoação, escutou-se a voz dos poemas de Manuel Alegre, Florbela Espanca, Álvaro de Campos, José Alberto de Sá, Fernando Pessoa, Thiago de Mello, Maria Subtil, Mário Cesariny, António Silva Melo, Aída Araújo Duarte, Manuel Bandeira, Guerra Junqueiro, Alice Queirós, Ana Albergaria, entre uns versos e poemas soltos de alguns poetas locais e desconhecidos - onde até uma ária de Caruso e de Jean Massenet não deixou ninguém indiferente -, numa noite transformada numa trova contínua de homenagem à Liberdade e à Poesia.

PRÓXIMA PARAGEM: Neptúlia Bar, 21 de Abril de 2015, 21H30.

Aqui ficam algumas fotos do evento.


Tiago Moita e Edmundo Silva lendo o poema
"A Liberdade" de Khalil Gibran, depois de terem
lido o poema "Eu agora mergulho e ascendo como
um copo" de Herberto Hélder.

(Foto de Dinis Silva)


Aspecto da mesa dos organizadores das "Fugas Poéticas"

(Foto de Dinis Silva)


Parte do público presente na sessão

(Foto de Dinis Silva)


Carlos Pinho lendo o poema "Trova do Vento
que passa" de Manuel Alegre.

(Foto de Dinis Silva)


A professora Rita Cunha lendo um poema.

(Foto de Dinis Silva)


M Conceição Gomes lendo o poema "Ser Poeta"
de Florbela Espanca.

(Foto de Dinis Silva)


Tavares Ribeiro lendo um dos seus poemas

(Foto de Dinis Silva)


Tiago Moita lendo o poema "A verdadeira Liberdade"
de Álvaro de Campos.

(Foto de Dinis Silva)


António Pinheiro lendo um poema da sua autoria:
 "A Musa" 

(Foto de Dinis Silva)


Raquel Gomes de Pinho lendo o poema
"Não, só quero a Liberdade" de Álvaro
de Campos.

(Foto de Dinis Silva)


Eduardo - um estreante nas "Fugas Poéticas" -
interpretando uma ária de Ópera de Enrico Caruso.

(Foto de Dinis Silva)


Victor José lendo um dos seus poemas.

(Foto de Dinis Silva)


André de Oliveira lendo o poema "O Sangue
bombeado na loucura" de Herberto Hélder.


A célebre colectânea poética "Ou o Poema Contínuo"
de Herberto Hélder.

(Foto de Dinis Silva)


Catarina Rebelo interpretando ao clarinete a célebre composição
musical "Meditação de Thäis" de Jean Massenet.

(Foto de Dinis Silva)


O doutor Ângelo Campelo dizendo o poema
"Estatutos do Homem" do poeta brasileiro
Thiago de Mello.

(Foto de Dinis Silva)


Isabel Barbosa lendo um poema de Maria Subtil.

(Foto de Dinis Silva)


Tiago Moita e Inês Severino lendo em conjunto
o poema "Exercício Espiritual" de Mário Cesariny.

(Foto de Dinis Silva)


Manuel Dias lendo o poema "Vindima" de António
Silva Melo.

(Foto de Dinis Silva)


Inês Severino assistindo a uma das intervenções.

(Foto de Dinis Silva)


Virgílio Gonçalves lendo o poema
"Não é por acaso" de Alice Queirós.

(Foto de Dinis Silva)


Tiago Moita lendo o poema "O Actor" de
Herberto Hélder.


O doutor Magalhães dos Santos lendo um poema
da sua autoria: "Comunhão Solene".

(Foto de Dinis Silva)


Edmundo Silva lendo o poema "A Paixão
Grega" de Herberto Hélder.


Inês Severino lendo o poema "Poética"
de Manuel Bandeira.

(Foto de Dinis Silva)


Rosa Familiar (Flor Yaleo) lendo "O Poema"
de Herberto Hélder.

(Foto de Dinis Silva)


Maria Fátima Passos lendo o poema "São Apenas
Mãos" de Ana Albergaria.

(Foto de Dinis Silva)