terça-feira, 14 de abril de 2015

SOBRE A OITAVA "FUGA POÉTICA" NA CONFEITARIA "COLMEIA" EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (07.04.2015)

TROVA DA LIBERDADE QUE PASSA

Poesia e Liberdade sempre foram dois conceitos siameses da condição humana. Energias simétricas provindas da mesma fonte; rios oriundos da mesma nascente em busca da foz da Eternidade, onde apenas os génios e os sábios alcançam, como se já fizessem parte dos seus destinos. Na terça-feira da semana passada, dia 7 de Abril pelas 21H30, pude constatar a veracidade deste meu pensamento na Confeitaria "Colmeia" em São João da Madeira.

A Páscoa tinha acabado, fazia nessa altura dois dias. O tempo revelava-se favorável e apelativo para uma boa razão para sair à noite, conviver com amigos ou voltar a ver caras de tempos pretéritos, quase apagados pela usura da memória colectiva. No "Colmeia", aconteceu um pouco de tudo isso: regressos surpreendentes, misturados entre revelações inesperadas e caras novas, começaram a dar uma nova cor e um outro sabor a um evento, cada vez mais próximo de completar um ano de existência e prestes a ser uma presença viva na Cultura de São João da Madeira.

No meio de uma audiência expectante e curiosa, Tiago Moita e Edmundo Silva deram as boas-vindas às mais de trinta pessoas que assistiram e participaram naquela sessão poética mensal e abriram as hostes com uma pequena dissertação sobre a Liberdade e sobre o poeta homenageado, falecido no final do mês passado e responsável pela transformação da poesia e da literatura contemporânea portuguesa da segunda metade do século XX e do início do século XXI: Herberto Hélder.

Dando mote ao tema mensal de Abril e ao poeta homenageado, os dois fundadores leram o poema "Eu agora mergulho e ascendo como um copo" de Herberto Hélder e o poema "A Liberdade" de Khalil Gibran.Terminadas as leituras, as intervenções não tardaram e, tal como uma brisa clandestina a chegar de mansinho por uma povoação, escutou-se a voz dos poemas de Manuel Alegre, Florbela Espanca, Álvaro de Campos, José Alberto de Sá, Fernando Pessoa, Thiago de Mello, Maria Subtil, Mário Cesariny, António Silva Melo, Aída Araújo Duarte, Manuel Bandeira, Guerra Junqueiro, Alice Queirós, Ana Albergaria, entre uns versos e poemas soltos de alguns poetas locais e desconhecidos - onde até uma ária de Caruso e de Jean Massenet não deixou ninguém indiferente -, numa noite transformada numa trova contínua de homenagem à Liberdade e à Poesia.

PRÓXIMA PARAGEM: Neptúlia Bar, 21 de Abril de 2015, 21H30.

Aqui ficam algumas fotos do evento.


Tiago Moita e Edmundo Silva lendo o poema
"A Liberdade" de Khalil Gibran, depois de terem
lido o poema "Eu agora mergulho e ascendo como
um copo" de Herberto Hélder.

(Foto de Dinis Silva)


Aspecto da mesa dos organizadores das "Fugas Poéticas"

(Foto de Dinis Silva)


Parte do público presente na sessão

(Foto de Dinis Silva)


Carlos Pinho lendo o poema "Trova do Vento
que passa" de Manuel Alegre.

(Foto de Dinis Silva)


A professora Rita Cunha lendo um poema.

(Foto de Dinis Silva)


M Conceição Gomes lendo o poema "Ser Poeta"
de Florbela Espanca.

(Foto de Dinis Silva)


Tavares Ribeiro lendo um dos seus poemas

(Foto de Dinis Silva)


Tiago Moita lendo o poema "A verdadeira Liberdade"
de Álvaro de Campos.

(Foto de Dinis Silva)


António Pinheiro lendo um poema da sua autoria:
 "A Musa" 

(Foto de Dinis Silva)


Raquel Gomes de Pinho lendo o poema
"Não, só quero a Liberdade" de Álvaro
de Campos.

(Foto de Dinis Silva)


Eduardo - um estreante nas "Fugas Poéticas" -
interpretando uma ária de Ópera de Enrico Caruso.

(Foto de Dinis Silva)


Victor José lendo um dos seus poemas.

(Foto de Dinis Silva)


André de Oliveira lendo o poema "O Sangue
bombeado na loucura" de Herberto Hélder.


A célebre colectânea poética "Ou o Poema Contínuo"
de Herberto Hélder.

(Foto de Dinis Silva)


Catarina Rebelo interpretando ao clarinete a célebre composição
musical "Meditação de Thäis" de Jean Massenet.

(Foto de Dinis Silva)


O doutor Ângelo Campelo dizendo o poema
"Estatutos do Homem" do poeta brasileiro
Thiago de Mello.

(Foto de Dinis Silva)


Isabel Barbosa lendo um poema de Maria Subtil.

(Foto de Dinis Silva)


Tiago Moita e Inês Severino lendo em conjunto
o poema "Exercício Espiritual" de Mário Cesariny.

(Foto de Dinis Silva)


Manuel Dias lendo o poema "Vindima" de António
Silva Melo.

(Foto de Dinis Silva)


Inês Severino assistindo a uma das intervenções.

(Foto de Dinis Silva)


Virgílio Gonçalves lendo o poema
"Não é por acaso" de Alice Queirós.

(Foto de Dinis Silva)


Tiago Moita lendo o poema "O Actor" de
Herberto Hélder.


O doutor Magalhães dos Santos lendo um poema
da sua autoria: "Comunhão Solene".

(Foto de Dinis Silva)


Edmundo Silva lendo o poema "A Paixão
Grega" de Herberto Hélder.


Inês Severino lendo o poema "Poética"
de Manuel Bandeira.

(Foto de Dinis Silva)


Rosa Familiar (Flor Yaleo) lendo "O Poema"
de Herberto Hélder.

(Foto de Dinis Silva)


Maria Fátima Passos lendo o poema "São Apenas
Mãos" de Ana Albergaria.

(Foto de Dinis Silva)

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