domingo, 6 de outubro de 2013
TEOSOFIA PURA (ALICE A.BAILEY)
"A Nova Era está em cima de nós e nós estamos testemunhando as dores de parto de uma nova cultura e de uma nova civilização. Aquilo que é considerado velho e indesejável deve partir, e dessas coisas indesejáveis, o ódio e espírito de separação devem ser os primeiros a desaparecer."
Alice A. Bailey
Autora e Teósofa inglesa
1880-1949
Poema "HOMO NOETICUS" de Tiago Moita
"Cosmic Vitruvian"
Stylarosa
2013
HOMO NOETICOS
Nascerei do fruto sangue
de dois universos paralelos
com uma bússola de sete raios
e um verbo aceso
na ponta da língua
Nenhuma linha é um acaso
na geometria de mim próprio
Goegrafia: mosaico de experiências
e escolhas que tatuei
na epiderme da alma
Busco no poema
a unidade sem sentido
no absurdo do real
habito para além das palavras
numa página em branco
de um livro em horas
Mudo de pele ao sabor do vento
como quem morre para nascer de novo
busco no pavio de uma vela
a sede que a minha razão desconhece
Justifico o presente no passado
para saber onde me encontro hoje
revejo-me em todos os silêncios
da natureza dos homens
sem máscaras nem símbolos
Revelo-me Alfa e Ómega
num tempo sem signos
à espera do primeiro fôlego
carne, mente e ser
em estado etéreo
num mundo em chamas
primeiro passo do amanhã
Esperança de todos nós
Tiago Moita
"Post Mortem e Outros Uivos"
WorldArtFriends/Corpos Editora
2012
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
PARA SEMPRE, ANTÓNIO RAMOS ROSA (1924-2013)
domingo, 8 de setembro de 2013
POETAS PORTUGUESES DO SÉCULO XXI: DANIEL ABRUNHEIRO
NEM JUNHO NEM INVERNO ACABAM
I. Simetria
Casas há que são cartas por escrever
outras são também brancas, mas cisnes
as casas têm pescoços caligráficos.
Eles fecham a boca e abrem os olhos.
Quando é o contrário, é a tragédia.
Todas as tragédias são domésticas.
Passo na rua, fica-se-me a sombra nas casas.
Nunca volto inteiro a casa.
Também os pescadores perdem no mar a sombra.
Quando voltam, voltam estátuas de sal.
Aves e mulheres tossem-nos.
Árvores há que são lápis escreventes
Outros são também negras, mas corvos.
De Licor, Sabão e Sapatos
DANIEL ABRUNHEIRO nasceu em Coimbra (Santa Cruz) em 1964, cidade que o viu crescer e formar, onde se licenciou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra entre 1982 e 1986. Depois de licenciado, deixou a sua cidade para dar aulas no ensino secundário, do qual, fez vida durante dez anos. Começou em Peniche, regressou a Coimbra para dar aulas em Taveiro, estando um ano em cada escola.
Foi através do Instituto D.João V, no Louriçal, que chegou a Pombal, concelho que acabaria por o adoptar. Leccionou durante seis anos nessa terra e mais tarde voltou ao ofício de jornalista. Em Lisboa, é formando no Cenjor (Centro de Formação Profissional para Jornalistas) no Curso Geral de Jornalismo, sendo depois, mais tarde, convidado para dar formação em língua portuguesa e Escrita Jornalística.
Passou depois pela Antena 2, onde fez estágio e deu entrada no mundo do jornalismo a tempo inteiro.
De volta às raízes em Coimbra, passa pelas redacções dos três principais jornais regionais da cidade dos estudantes, no quinzenário "Jornal de Coimbra" e nos Diários "As Beiras" e "Diário de Coimbra". Em 1998, ingressa no Grupo Sojormedia, com um regresso ao Concelho de Pombal, onde ingressa a redacção do jornal "O Eco".
OBRAS PUBLICADAS:
- "Terminação do Anjo" (Ed.Autor, 2008)
- "Licor, sabão e sapatos" (Ed.Autor, 2007)
- "O preço da chuva" (Ed.Autor, 2006)
- "Cronicão" (Ed.Autor, 2003)
domingo, 4 de agosto de 2013
Viajando com os Clássicos - CHOPIN (1810-1849)
Valsa em Dó Sustenido Menor, Op.64 Nº 2 (3,44)
Chopin (Tocado por Valentina Lisitsa)
Poema "NESTE PAÍS DE LINHOS E PREDICADOS" de Edmundo Silva
NESTE PAÍS DE LINHOS E PREDICADOS
Neste país de linhos e predicados
horas forradas de musgo e amor
onde a humidade do sol desagua como carta sagrada
e num selo dessa corrente de rio meditações se afloram,
sento-me na relva desta paz do ar lambida
e sonho os sonhos das pedras e dos astros musicais...
Ouço os murmúrios azuis das constelações das nossas almas
e na biblioteca da noite o pulsar óbvio da sublimação
é uma gema que flutua no vácuo
germinando os jardins do nosso amor
e antecipando a felicidade em cometas irisados.
Aqui me deixo levar pela intrépida ovulação do Agora,
onde a fermentação dos nossos sentidos
placidamente passa pelos caminhos novos
dessa canção de rios e árvores, planetas e almas,
num súbito desaguar de melodias da eternidade...
Neste país de bálsamos siderais
a voz das plantas desenha o nosso sossego
e veste-nos de transparências primordiais
onde a verdade dos nossos vultos vive
e nas candeias da liberdade descansa...
Edmundo Silva
"Epifania ao Sol"
WorldArtFriends/Corpos Editora
2012
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