- "1" (Poesia, Relógio de Água, 2004)
- "Investigações.Novalis" (Difel, 2002)
domingo, 1 de dezembro de 2013
POETAS PORTUGUESES DO SÉCULO XXI: GONÇALO M.TAVARES
PALAVRAS, ACTOS
A ironia ensina a sabotar uma frase
como se faz a um motor de automóvel
se retirares uma peça a máquina não anda, se mexeres
no verbo ou numa letra do substantivo
a frase trágica torna-se divertida,
e a divertida, trágica.
Este quase instinto de rasteirar as frases proteger-me,
desde novo, daquilo que ainda hoje receio: transformar
a linguagem num Deus que salve, e cada frase num anjo
portador da verdade. Tirar seriedade ao acto da escrita
aprendi-o na infância, tirar seriedade aos actos da vida
comecei a aprender apenas depois de sair dela, e espero
envelhecer aperfeiçoando esta desilusão.
Gonçalo M.Tavares
"1"
Relógio de Água
2004
GONÇALO M.TAVARES, mais conhecido como Gonçalo M.Tavares, nasceu em Luanda em Agosto de 1970. Recebeu os mais importantes prémios em língua portuguesa: o Portugal Telecom (2007); o Prémio José Saramago (2005) e o Prémio Ler/Millenium BCP 2004 com o romance "Jerusalém" (Caminho); O prémio Branquinho da Fonseca da Fundação Calouste Gulbenkian e do Jornal Expresso, com o livro "O Senhor Valéry" (Caminho); O prémio Revelação de Poesia da Associação de Escritores com "Investigações.Novalis" (Difel) e o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores Camilo Castelo Branco com "Água, Cão, Cavalo, Cabeça" (Caminho).
Os seus livros deram origem a peças de teatro, objectos artísticos, vídeos de arte, ópera, etc. Estão em curso cerca de duzentas e vinte traduções distribuídas por quarenta e cinco países.
O Romance "Jerusalém" foi incluído na edição europeia de "1001 livros para ler antes de morrer - um guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos".
Acumula as funções de escritor e de professor universitário.
OBRAS POÉTICAS PUBLICADAS
domingo, 17 de novembro de 2013
PRODÍGIOS ÍNDIGOS: A ARTE DE AKIANE KRAMARIK
"Rostos têm mais significado para mim do que qualquer outra coisa. Tu não podes viver sem os ver ou tocar"
Akiane
AKIANE KRAMARIK nasceu a 9 de Julho de 1994 em Mount Morris, Illinois, E.U.A. Experimentou tanto a pobreza como a abundância. Começou a escrever aos quatro anos, a desenhar aos seis, enquanto autodidata, através de uma observação e estudo constantes.
Aos sete anos, começou a escrever poemas e aforismos
Define a sua pintura como Akianismo: um cruzamento universal entre realismo e imaginismo.
O seu primeiro auto-retrato foi vendido por dez mil dólares.
Apareceu pela primeira vez na televisão aos dez anos no programa The Oprah Winfrey Show e também apareceu na CNN.
Vive exclusivamente da pintura e foi das primeiras artistas a assumir como Índigo, nos anos noventa do século passado.
Este é um dos seus poemas mais célebres:
DE DENTRO PARA FORA
A gravidade não descansa
mas tu ainda me carregas
nas minhas costas
com o último nervo emaranhado
as esferas finais
os olhos
como favos de mel derretido
chegando a um beco sem saída
e o útero é um sem-abrigo
O meu último momento é a memória de ti
quando finalmente os meus olhos
virarem de dentro para fora
e eu pegar o infinito.
Akiane Kramarik
TEOSOFIA PURA (ANNA KINGSFORD)
"O Saber é a suprema função do Homem"
Anna Bonus Kingsford
Médica, Escritora e Teósofa
Mãe do Vegetarianismo
1846-1888
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Peça "MORRER NA PRAIA" de Filipa Leal no Porto!
Texto: Filipa Leal
Com Inês Veiga de Macedo e Ana Lopes Gomes
Duração: 15 Minutos
Entrada: 3 Euros
14 de Novembro, 22H30: Bar Baixaria (Rua do Almada, 224) - antestreia + conversa com actrizes e autora.
15 a 16 de Novembro, 21H30/22H00: Sala-Estúdio do Teatro do Campo Alegre (Rua das Estrelas, s/n) - duas sessões por dia/Lotação da sala: 60 pessoas.
Reservas para o T.C.A (Teatro do Campo Alegre) - telefone: 226 063 000
Horário da Bilheteira do T.C.A: 14H30-19H00/20H00-22H30.
https://m.facebook.com/morrernapraia
https://www.facebook.com/baixaria
https://www.facebook.com/teatrodocampoalegrecmp
— com Inês Veiga de Macedo e Ana Lopes Gomes.
https://www.facebook.com/baixaria
https://www.facebook.com/teatrodocampoalegrecmp
sábado, 2 de novembro de 2013
POETAS PORTUGUESES DO SÉCULO XXI: FILIPA LEAL
ODE LOUCA
Todos os homens têm o seu rio.
Lamentam-no sentados no interior das casas
de interior e como o poeta que escreve a lápis
apagam a memória com a sua água.
Os rios abandonam os homens que envelhecem
Longe da infância, e eles choram
o reflexo absurdo na distância.
Por vezes, enlouquecem os rios, os homens,
Os poetas nas suas palavras repetidas
que buscam uma ode que lhes diga
a textura. Todos procuram o mesmo:
um lugar mais do que o homem,
o poeta,
Porque dele se espera que nos devolva
a imagem de tudo, menos de si próprio.
Todos os rios têm o seu narciso,
mas poucos, muitos poucos,
O simples reflexo das suas águas
Filipa Leal
"A Cidade Líquida e Outras Texturas"
Deriva
2006
FILIPA LEAL nasceu no Porto a 14 de Março de 1979. Formou-se me Jornalismo na Universidade de Westminster e concluiu o Mestrado em Literatura (Estudos Portugueses e Brasileiros) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Publicou o seu primeiro livro "Lua-Polaroid" (Ficção) em 2003, e estreou-se na Poesia no ano seguinte com "Talvez os Lírios Compreendam" - livro publicado pelos Cadernos do Campo Alegre, do qual ganhou o primeiro prémio. Seguiram-se, na Editora Deriva "A Cidade Líquida e Outras Texturas";"O Problema de ser norte"; "A Inexistência de Eva" e "Vale Formoso".
Fez passagem pela Rádio Nova. Foi editora do suplemento "Das Artes, Das Letras" no jornal "O Primeiro de Janeiro", colaborou com a revista "Os meus livros". Integrou também o projecto LEM (Lisboa, Encruzilhada de Mundos), na Câmara Municipal de Lisboa, participando na produção e divulgação do Festival TODOS, entre outros. Foi jornalista no programa "Câmara Clara" (RTP2), e colabora com a Casa Fernando Pessoa.
Depois de um ano de formação no Balleteatro do Porto, começou a participar, em 2003, em recitais de poesia no Teatro do Campo Alegre (Porto), ciclo "Quintas de Leitura", e, desde então tem feito leituras com regularidade (Centro Cultural de Belém, etc.). Tem colaborações dispersas em vários jornais e revistas (Egoísta, Mealibra, Inútil, Colóquio Letras, entre outras). Está representada em antologias em Portugal e no estrangeiro (Itália, Croácia, Colômbia e Galiza) e o seu livro "A Cidade Líquida e Outras Texturas" foi publicado em Espanha, em 2010, em edição bilingue, pela Editora Sequitur.
OBRAS PUBLICADAS
- "Vale Formoso" (Deriva, 2012)
- "A Inexistência de Eva" (Deriva, 2009)
- "O Problema de ser norte" (Deriva, 2008)
- "A Cidade Líquida e Outras Texturas" (Deriva, 2006; 2ª Edição, 2007)
- "Talvez os lírios compreendam" (Cadernos do Campo Alegre, 2004)
- "Lua-Polaroid" (Corpos Editora, 2003)
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