domingo, 5 de janeiro de 2014
Sobre os 10 anos de POESIA À MESA em S.João da Madeira: 2003-2013
POESIA À MESA 2013: CRÓNICA DE UMA CELEBRAÇÃO ESQUECIDA
Em Março de 2003, a Câmara Municipal de São João da Madeira arrancou com um dos eventos culturais mais emblemáticos de Portugal, no que toca à celebração do dia mundial da Poesia - essa arte tão nobre e, por vezes, tão esquecida dos meios de Comunicação Social (excepto quando um poeta morre ou ganha um prémio muito importante) - chamado POESIA À MESA.
A ideia era bastante original: celebrar a poesia nos cafés, restaurantes e bares da cidade, através da leitura de poemas de seis poetas, escolhidos por uma equipa de especialistas, ligados à alimentação, mais um sem número de actividades que primeiro envolveram especialistas no domínio da dissertação poética e depois, a comunidade sanjoanense.
Começando como um evento (quase) despercebido pelos sanjoanenses, no início, começou, passo a passo, a fazer parte da vida dos sanjoanenses, levando muito a prepararem o concelho para a chegada do evento.
No ano passado, o Poesia à Mesa comemorou DEZ ANOS de vida.
Quando se assinala uma efeméride desta natureza, é natural que o evento em si deveria merecer uma atenção especial, por parte da entidade responsável, uma vez que não é todos os dias que um evento cultural comemora uma década de existência, para além da habitual homenagem aos poetas escolhidos nesse ano.
Infelizmente, e para grande desilusão minha - cuja actividade literária começou, precisamente, no segundo Poesia à Mesa a 19 de Março de 2004, quando li o meu primeiro poema ao vivo - a celebração dessa efeméride foi posta de lado. Lamento informar mas, ao contrário das fontes oficiais, devo-vos dizer que não considerei o Poesia à Mesa do ano passado um dos melhores de sempre, não só por não ter sido convidado nenhum poeta homenageado para uma sessão "à conversa com...", não ter sido feito uma promoção a ESTE poesia à mesa como deve ser, não ter estado NENHUM livro de poesia na Feira do Livro de São João da Madeira (Ex-loja de pronto-a-vestir Nova Era), a Biblioteca Municipal não expor livros de poesia de poetas e poetisas homenageados, não ter sido dada voz aos poetas da terra para explicar aos jovens o que é a poesia e o que é ser-se poeta nos dias de hoje, não terem sido convidado poetas sanjoanenses para a "sintonia poética" (Só estive lá eu, por minha iniciativa), não só pelos problemas técnicos e logísticos na Peregrinação Poética pelo Mercado Municipal (sobretudo nos momentos das leituras da Catarina N.Almeida e da Ana Luísa Amaral), mas, principalmente por não ter sido feita nenhuma homenagem DECENTE a um dos melhores eventos de homenagem à poesia feita em língua portuguesa em Portugal.
Espero que casos como este não se voltem a repetir.
FILOSOFIA PURA: ARNOLD J.TOYNBEE
"Civilização é um movimento e não uma condição, uma viagem e não um porto"
"Das vinte e duas civilizações que apareceram na História, dezanove entraram em colapso quando atingiram o estado moral que os Estados Unidos da América têm actualmente."
"As civilizações morrem de suicídio, não de assassinato."
"A História é uma visão da criação de Deus em movimento."
Arnold J. Toynbee
Historiador Britânico
(1889/1975)
sábado, 4 de janeiro de 2014
"O ÚLTIMO IMPÉRIO" DE TIAGO MOITA, SEGUNDO JOANA BONIFÁCIO (Blog "O Estranho Mundo dos Livros")
Sinopse:
Inês Maia, uma jovem estudante de Arqueologia, é confrontada com a notícia inesperada da morte do seu avô.
Quando regressa do funeral, recebe como herança um baú de brinquedos antigos com um livro misterioso que só ela é capaz de ler e a conduz para a aventura alucinante em busca de um dos maiores mitos da História de Portugal: O Quinto Império, o último Império da Humanidade.
Um romance cheio de aventura, suspense e acção à volta de um conjunto de segredos sobre o passado, o presente e o futuro de Portugal e do mundo do terceiro milénio.
O que descobriram os Templários no Templo de Salomão?
O que disse Jesus Cristo a Dom Afonso Henriques na batalha de Ourique?
Porque razão Dom Sebastião foi para Alcácer-Quibir?
Porque motivo foi julgado o Padre António Vieira?
O que levou Aleister Crowley a encontrar-se com Fernando Pessoa?
O que é o Clube Bilderberg?
O que são crianças Índigo?
Porque nasceu Portugal?
Opinião:
O número de páginas pode ser um pouco assustador, mas de facto é um livro que se consegue ler muito bem. Envolvidos na história, nem damos conta do tempo a passar.
Foram 658 páginas que me proporcionaram uma leitura muito agradável.
O tema não podia ser mais gratificante, Portugal!
Tiago Moita consegue elaborar uma trama que mistura a história do nosso país e também os tempos de crise que hoje vivemos.
Muito envolvente e cheio de imaginação, toda a história inicia-se com a morte de Afonso Gonçalves, avô de Inês, a quem na sua herança lhe destina uma simples caixa de brinquedos que acaba por revelar no seu interior, um livro muito especial e com características únicas.
Depois da morte do seu avô, Inês passa a ser o alvo de um grupo de pessoas poderosas, pessoas que conhecem o verdadeiro significado do Quinto Império, cujo poder lhes permite persuadir e oprimir a família de Inês através dos serviços secretos E.S.S.
Ao mesmo tempo, Diogo Pombal e Ricardo Moniz dois detectives cujas personalidades ao estilo de Sherlock Holmes, devo dizer que muito me agradaram, vêem-se envolvidos na resolução de um caso peculiar que os leva a concluir que não se trata de um simples caso de morte e perseguição e que estão perante o mito do Quinto Império.
Dom Afonso Henriques é a magia que emana em cada frase, capítulo e descoberta. Mas não só, é também a força e determinação que espelha em determinadas personagens.
O Último Império é dotado com uma medida certa de história, política, religião como também de medo, força e amor.
O autor conseguiu reunir num só livro, aventura, momentos históricos e personalidades grandiosas. Tudo sabiamente interligado, o Último Império valoriza o que de melhor pode ter o ser humano, a força de acreditar em algo superior a si próprio, a necessidade de valorizar as suas raízes, a grandeza em amar e respeitar o próximo e sobretudo, não permitir que o medo e a ganância possam consumir os seus corações.
Boas Leituras!
Joana Bonifácio
04.01.2014
domingo, 15 de dezembro de 2013
Livro "POST MORTEM E OUTROS UIVOS" de Tiago Moita em S.João da Madeira (22.11.2012)
"Na quinta-feira, dia 22 de Novembro de 2012, pelas 21H30, decorreu na Biblioteca Municipal de São João da Madeira, a sessão de apresentação do mais recente livro de poesia de Tiago Moita, "Post Mortem e Outros Uivos", na qual marcaram presença muitos amigos e admiradores.
A apresentação esteve a cargo da professora Cristina Marques, Mestre em Literatura Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que estabeleceu uma relação estilística entre o livro de Tiago Moita e a obra de Pessoa e Whitman, fazendo referência à predominâncdia de nomes e a ausência de pontuação.
Quanto ao seu conteúdo, o livro divide-se em duas partes.
Na primeira parte, "Post Mortem", Tiago Moita realça o que motiva uma revolução social e o carácter épico e contestatário contra o actual sistema e a civilização em que vivemos. Cristina Marques salientou também o catácter heteronímico desta obra, profícuo em palavras que, no entanto, permitem que a poesia flua e respire, plena da sua dimensão introspectiva e existencialista.
Na segunda parte, "Uivos", o poeta realça a dimensão individual e metafísica do Homem e a ideia de uma revolução interior, feita pelo ser humano, enquanto indivíduo, consciente de que faz parte de um Todo que é o Universo.
Tiago assume o grito da revolta de toda uma geração que nasceu após 25 de Abril de 1974, numa revolução interior que se aproxima mais de um processo de transformação da sociedade a partir do indivíduo.
O livro foi editado pela WorldArtFriends/Corpos Editora e encontra-se à venda na loja online desta editora portuense ou numa livraria perto de si."
sábado, 14 de dezembro de 2013
POETAS PORTUGUESES DO SÉCULO XXI: HUGO MILHANAS MACHADO
O PÃO
Juro que aqui estamos sentados
julgo que mo disse ainda hoje ao despertar
uma mesa diante dos pés
uma manta acolhendo faz frio
Juro que aqui estamos sentados
o sofá dói a esta hora de domingo
Temos um amor e está bem
podemos deixá-lo na mesinha do corredor
ou no balcão da cozinha junto do pão
e não tem erro entrar e sair da casa
é passar por ele
Logo de manhã é barrá-lo na fatia do pão
pedir um bocadinho mais destas migalhas.
De As Junções
HUGO MILHANAS MACHADO nasceu em Lisboa em 1984. É licenciado em Estudos Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa e doutorado na Universidade de Salamanca, Espanha, cidade onde reside. Lecciona Filologia Portuguesa na Catedra de Estudios Portugueses (Instituto Camões) da mesma universidade.
Foi Co-fundador da Cooperativa Literária e director da revista Callema.
OBRAS PUBLICADAS
- "Pancartas" (Plaquette, Edição de Autor, 2012)
- "Orla" (Plaquette, Edição de Autor, 2012)
- "Parrillada" (Plaquette, Edição de Autor, 2012)
- "Plato Cinco" (Plaquette, Edição de Autor, 2012)
- "Folas" (Plaquette, Edição de Autor, 2011)
- "Buchas" ((Edição de Autor, 2010)
- "As Junções" (Plaquette, Edição de Autor, 2010)
- "Entre o Malandro e o Trágico" (Artefacto, 2010)
- "Clave do Mundo" (Sombra do Amor, 2009)
- "Masquerade" (Sombra do Amor, 2007)
- "Poema em forma de novem" (Gama, 2005)
domingo, 8 de dezembro de 2013
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