segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

DEZ ANOS DE POESIA À MESA EM SÃO JOÃO DA MADEIRA: 2005

2005 foi o último ano de presença do grupo "Fábrica dos Movimentos" na peregrinação poética e no Poesia à Mesa em São João da Madeira. Maria do Céu Guerra voltou à minha terra, juntamente com António Durães, a poetisa e professora universitária, Rosa Alice Branco e o poeta e escritor Alberto Pimenta, para participar na conferência "Como nasce um recitador de poesia" no dia 17 de Março na Biblioteca Municipal Dr.Renato Araújo de São João da Madeira, as árvores e os postes da cidade foram vestidos com versos, ocorreu um concurso de poesia infantil sobre o Dia do Pai, o programa "Praça da Alegria" esteve em São João da Madeira para divulgar e falar do evento a todo o país, através da RTP1 e a peregrinação poética do grupo "Fábrica dos Movimentos" ocorreu, pela primeira vez em dois anos, numa sexta-feira, 18 de Março.

Foram convidados para esse evento MARIA DO CÉU GUERRA, ROSA ALICE BRANCO, ALBERTO PIMENTA e ANTÓNIO DURÃES

Os poetas homenageados foram ALBERTO PIMENTA, FERNANDO PINTO DO AMARAL, MANUEL ALEGRE, NUNO JÚDICE e ROSA ALICE BRANCO.

Aqui ficam algumas fotos.


A entrada principal da Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo em São João da Madeira


(em cima e em baixo) animação de rua



O grupo "Fábrica dos Movimentos" no Café Império


O grupo "Fábrica dos Movimentos" no Pé de Salsa Bar


O grupo "Fábrica dos Movimentos" no Bicalhus Bar


O grupo "Fábrica dos Movimentos" na Caffeína Bar


O grupo "Fábrica dos Movimentos" no 10Cíbeis Bar


O grupo "Fábrica dos Movimentos" no Fora D'Horas Bar


O grupo "Fábrica dos Movimentos"

DEZ ANOS DE POESIA À MESA EM SÃO JOÃO DA MADEIRA: 2004



Foi em 2004 que tomei conhecimento e comecei a acompanhar o evento Poesia à Mesa, assim como me estreei na leitura poética, graças ao meu "mestre" Paulo Condessa - membro do grupo "Fábrica dos Movimentos" e do Grupo "Copo" (com Nuno Moura). Foi um dos melhores anos deste evento. O espectáculo de encerramento da workshop de leitura poética "Orquestra das Palavras" ocorreu no dia 19 de Março, sexta-feira, no "Sítio" (Monumento arquitectónico da Praça Luís Ribeiro) e a peregrinação poética, no dia 20 do mesmo mês, sábado, promovido pelo grupo "Fábrica dos Movimentos".

Os poetas homenageados nesse ano foram estes: ANTÓNIO RAMOS ROSA, SOPHIA DE MELLO BREYNER ADRESSEN, VASCO DE GRAÇA MOURA, EUGÉNIO DE ANDRADE, MANUEL ANTÓNIO PINA E FRANCISCO BOSCO FERREIRA GULLAR (BRASIL)

A actriz convidada foi a brasileira IRENE REVANCHE

Aqui ficam algumas fotos.


O espectáculo de encerramento da workshop "ORQUESTRA DAS PALAVRAS"


O grupo "Fábrica dos Movimentos" no Pé de Salsa Bar


O grupo "Fábrica dos Movimentos" no Bicalhus Bar


O grupo "Fábrica dos Movimentos" no 10Cíbeis Bar


Animação final no 10Cíbeis Bar

DEZ ANOS DE POESIA À MESA EM S.JOÃO DA MADEIRA: 2003

Foi no dia internacional da poesia - 21 de Março - de 2003, que teve início a campanha POESIA À MESA. Começou de forma tímida e causou estranheza por parte do público sanjoanense, avesso a manifestações culturais e artística no concelho (um autêntico deserto cultural nas últimas décadas). Contou com a presença das leituras da actriz Maria do Céu Guerra e do professor e escritor sanjoanense Josias Gil, bem como a participação do grupo cultural "Fábrica dos Movimentos" (onde estiveram presentes Paulo Condessa, Nuno Moura, o poeta Daniel Jonas e a, então desconhecida, poetisa Filipa Leal).

Os poetas homenageados nesse ano foram: FERNANDO PESSOA, LUÍS MIGUEL NAVA, AL BERTO, CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (BRASIL), ALEXANDRE O'NEILL, TEIXEIRA DE PASCOAES E ANTÓNIO MARIA LISBOA

Aqui ficam as fotos desse evento.



Performance "Homem Poema" com um poema de Carlos Drummond de Andrade


Josias Gil


Maria do Céu Guerra


O Presidente da Câmara Municipal de S.João da Madeira, Castro Almeida, no seu discurso de inauguração da Campanha POESIA À MESA 2003


Pedro Roseta, Ministro da Cultura do governo PSD/CDS de Durão Barroso (2002/04), no seu discurso de inauguração da Campanha POESIA À MESA 2003


Paulo Condessa e Nuno Moura (grupo "COPO") numa sessão poética na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo em São João da Madeira


Animação de rua


O grupo cultural "FÁBRICA DOS MOVIMENTOS" num dos momentos da peregrinação poética pelos bares e cafés do centro da cidade de S.João da Madeira


O poeta Daniel Jonas lendo um poema no Fora D'Horas Bar


A jornalista e Poetisa (nessa altura, desconhecida) Filipa Leal

domingo, 5 de janeiro de 2014

Sobre os 10 anos de POESIA À MESA em S.João da Madeira: 2003-2013


POESIA À MESA 2013: CRÓNICA DE UMA CELEBRAÇÃO ESQUECIDA

Em Março de 2003, a Câmara Municipal de São João da Madeira arrancou com um dos eventos culturais mais emblemáticos de Portugal, no que toca à celebração do dia mundial da Poesia - essa arte tão nobre e, por vezes, tão esquecida dos meios de Comunicação Social (excepto quando um poeta morre ou ganha um prémio muito importante) - chamado POESIA À MESA.

A ideia era bastante original: celebrar a poesia nos cafés, restaurantes e bares da cidade, através da leitura de poemas de seis poetas, escolhidos por uma equipa de especialistas, ligados à alimentação, mais um sem número de actividades que primeiro envolveram especialistas no domínio da dissertação poética e depois, a comunidade sanjoanense.

Começando como um evento (quase) despercebido pelos sanjoanenses, no início, começou, passo a passo, a fazer parte da vida dos sanjoanenses, levando muito a prepararem o concelho para a chegada do evento.

No ano passado, o Poesia à Mesa comemorou DEZ ANOS de vida.

Quando se assinala uma efeméride desta natureza, é natural que o evento em si deveria merecer uma atenção especial, por parte da entidade responsável, uma vez que não é todos os dias que um evento cultural comemora uma década de existência, para além da habitual homenagem aos poetas escolhidos nesse ano.

Infelizmente, e para grande desilusão minha - cuja actividade literária começou, precisamente, no segundo Poesia à Mesa a 19 de Março de 2004, quando li o meu primeiro poema ao vivo - a celebração dessa efeméride foi posta de lado. Lamento informar mas, ao contrário das fontes oficiais, devo-vos dizer que não considerei o Poesia à Mesa do ano passado um dos melhores de sempre, não só por não ter sido convidado nenhum poeta homenageado para uma sessão "à conversa com...", não ter sido feito uma promoção a ESTE poesia à mesa como deve ser, não ter estado NENHUM livro de poesia na Feira do Livro de São João da Madeira (Ex-loja de pronto-a-vestir Nova Era), a Biblioteca Municipal não expor livros de poesia de poetas e poetisas homenageados, não ter sido dada voz aos poetas da terra para explicar aos jovens o que é a poesia e o que é ser-se poeta nos dias de hoje, não terem sido convidado poetas sanjoanenses para a "sintonia poética" (Só estive lá eu, por minha iniciativa), não só pelos problemas técnicos e logísticos na Peregrinação Poética pelo Mercado Municipal (sobretudo nos momentos das leituras da Catarina N.Almeida e da Ana Luísa Amaral), mas, principalmente por não ter sido feita nenhuma homenagem DECENTE a um dos melhores eventos de homenagem à poesia feita em língua portuguesa em Portugal.

Espero que casos como este não se voltem a repetir.

FILOSOFIA PURA: ARNOLD J.TOYNBEE


"Civilização é um movimento e não uma condição, uma viagem e não um porto"

"Das vinte e duas civilizações que apareceram na História, dezanove entraram em colapso quando atingiram o estado moral que os Estados Unidos da América têm actualmente."

"As civilizações morrem de suicídio, não de assassinato."

"A História é uma visão da criação de Deus em movimento."

Arnold J. Toynbee

Historiador Britânico

(1889/1975)

NEW AGE ART: TOMÁS GILSANZ


"Visionarium"

Tomás Gilsanz

sábado, 4 de janeiro de 2014

"O ÚLTIMO IMPÉRIO" DE TIAGO MOITA, SEGUNDO JOANA BONIFÁCIO (Blog "O Estranho Mundo dos Livros")


Sinopse:

Inês Maia, uma jovem estudante de Arqueologia, é confrontada com a notícia inesperada da morte do seu avô.
Quando regressa do funeral, recebe como herança um baú de brinquedos antigos com um livro misterioso que só ela é capaz de ler e a conduz para a aventura alucinante em busca de um dos maiores mitos da História de Portugal: O Quinto Império, o último Império da Humanidade. 
Um romance cheio de aventura, suspense e acção à volta de um conjunto de segredos sobre o passado, o presente e o futuro de Portugal e do mundo do terceiro milénio.

O que descobriram os Templários no Templo de Salomão?
O que disse Jesus Cristo a Dom Afonso Henriques na batalha de Ourique?
Porque razão Dom Sebastião foi para Alcácer-Quibir?
Porque motivo foi julgado o Padre António Vieira?
O que levou Aleister Crowley a encontrar-se com Fernando Pessoa?
O que é o Clube Bilderberg?
O que são crianças Índigo?
Porque nasceu Portugal?

Opinião:

O número de páginas pode ser um pouco assustador, mas de facto é um livro que se consegue ler muito bem. Envolvidos na história, nem damos conta do tempo a passar.
Foram 658 páginas que me proporcionaram uma leitura muito agradável.

O tema não podia ser mais gratificante, Portugal!
Tiago Moita consegue elaborar uma trama que mistura a história do nosso país e também os tempos de crise que hoje vivemos. 

Muito envolvente e cheio de imaginação, toda a história inicia-se com a morte de Afonso Gonçalves, avô de Inês, a quem na sua herança lhe destina uma simples caixa de brinquedos que acaba por revelar no seu interior, um livro muito especial e com características únicas.
Depois da morte do seu avô, Inês passa a ser o alvo de um grupo de pessoas poderosas, pessoas que conhecem o verdadeiro significado do Quinto Império, cujo poder lhes permite persuadir e oprimir a família de Inês através dos serviços secretos E.S.S.

Ao mesmo tempo, Diogo Pombal e Ricardo Moniz dois detectives cujas personalidades ao estilo de Sherlock Holmes, devo dizer que muito me agradaram, vêem-se envolvidos na resolução de um caso peculiar que os leva a concluir que não se trata de um simples caso de morte e perseguição e que estão perante o mito do Quinto Império.

Dom Afonso Henriques é a magia que emana em cada frase, capítulo e descoberta. Mas não só, é também a força e determinação que espelha em determinadas personagens.

O Último Império é dotado com uma medida certa de história, política, religião como também de medo, força e amor. 
O autor conseguiu reunir num só livro, aventura, momentos históricos e personalidades grandiosas. Tudo sabiamente interligado, o Último Império valoriza o que de melhor pode ter o ser humano, a força de acreditar em algo superior a si próprio, a necessidade de valorizar as suas raízes, a grandeza em amar e respeitar o próximo e sobretudo, não permitir que o medo e a ganância possam consumir os seus corações.

Boas Leituras!

Joana Bonifácio
04.01.2014