segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

SOBRE A OITAVA SESSÃO POÉTICA MENSAL "POESIA À SOLTA" EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (20.01.2015)

A INVENÇÃO DA NOITE CLARA

Tal como o começo de um qualquer ária de Ópera ou trecho musical, o arranque da primeira nota é fundamental para o desenvolvimento da harmonia que deve acompanhar uma melodia como uma folha de outono acompanha o curso de um rio. O mesmo aconteceu na terça-feira da semana passada, dia 20 de Novembro, pelas 21H30 durante a oitava sessão poética mensal no Neptúlia Bar em São João da Madeira - um espaço onde a cultura e a expectativa sempre andaram de mãos dadas com a vida nocturna sanjoanense.

Surpreendido, tal como algumas pessoas que vieram assistir àquela sessão, por encontrar mais de meia-dúzia de caras novas, maioria jovens, para assistirem e participarem numa das mais emblemáticas noites poéticas da cidade e do concelho de São João da Madeira, Tiago Moita abriu a sessão com o anúncio da unificação dos nomes das duas noites poéticas nos cafés e bares da cidade sanjoanenses num só, assim como a criação de um novo logótipo, comum para todas as noites poéticas: a partir de Fevereiro, todas as noites poéticas que sejam coordenadas por Tiago Moita e Edmundo Silva nos cafés e bares do concelho passarão a chamar-se apenas "Fugas Poéticas" - o  nome da página comunitária de promoção desta iniciativa na rede social facebook, activa desde Junho do ano passado - e cada meio de promoção da mesma, terá um logótipo comum, que será apresentado e aprovado pela maioria das pessoas que fizeram parte do página com o futuro nome da actual iniciativa poética independente sanjoanense.

Findo os anúncios, Tiago Moita abriu os primeiros minutos para a leitura, ou expressão, poética de poemas dedicados ao Inverno - tema (facultativo) escolhido pelos coordenadores e mentores deste projecto cultural no mês passado. Um tema apropriado ao estado do tempo que se fazia sentir em grande parte dos países do Hemisfério norte e que recebeu algum acolhimento quando o escritor e poeta sanjoanense leu um excerto de um poema de Carlos de Oliveira e outro de Filipa Leal, seguido pela leitura de um poema de Camilo Pessanha e de alguns poemas de textos de Alberto Caeiro e de poetas locais e desconhecidos.

E o evento não ficou por aqui. Mal terminaram as leituras de poemas acerca do tema acima enunciado, a Poesia livre circulou de mãos dadas com o bom humor das anedotas hilariantes do doutor Magalhães dos Santos e com momentos musicais de Paulo e Pedro Resende, na voz e na viola, e da clarinetista Catarina Rebelo da Orquestra Sinfónica de Santa Maria da Feira - esta última, presenteou-nos com uma ária de homenagem ao grande compositor Alemão J.S.Bach, ao som do seu clarinete; uma novidade nas "Fugas". Momentos idílicos onde a canção popular e a clássica se cruzaram para homenagear todas as leituras e declamações poéticas, mais ou menos fleumáticas e efusivas, de poemas Teresa Maria Queiroz, José Luís Peixoto, Tagore, Jerónimo Baía, Guerra Junqueiro, Sophia de Mello Breyner Andresen, Luís de Aguiar, Khalil Gibran, Ana Haterly, Suzamna Hezequiel (ex-Suzamna Guimarães), Maria Teresa Horta, Isabel Rosete, Rudyard Kipling, Edmundo Silva, Jorge Vila, Ary dos Santos, Júlio Dantas, António Ramos Rosa e Herberto Hélder, assim como alguns poemas inéditos de poetas desconhecidos, que não tiveram medo de circular naquele espaço e ritual de partilha, convívio e comunhão pela mais nobre das artes sem a qual a noite reinventa-se a cada momento e a Humanidade tenta ignorar mas não pode viver sem ela: a poesia.

Tema (facultativo) do próximo mês: o HUMOR (Toda a espécie de poemas humorísticos ou que envolvam expressões ligadas à comédia)

A próxima fuga poética é já na terça-feira da próxima semana, dia 3 de Fevereiro, na Confeitaria Colmeia (Praça Luís Ribeiro) em São João da Madeira, pelas 21H30!

Apareçam a soltem a Poesia que vive dentro de cada um de vós!

Aqui ficam as fotos dessa sessão: 


Parte do público presente na sessão.


Isabel Barbosa lendo um poema de Camilo Pessanha


O doutor Magalhães dos Santos lendo um poema
inédito sobre o Inverno com M Conceição Gomes


M Conceição Gomes lendo parte do poema inédito
do Doutor Magalhães dos Santos sobre o Inverno


Uma jovem lendo um poema da sua mãe


Edmundo Silva lendo um poema do poeta Attillio Bertolucci
em...italiano!

(Foto da autoria de Raquel Gomes de Pinho)


M Conceição Gomes lendo o poema "Quando está frio no tempo
frio" de um dos mais célebres heterónimos de Fernando Pessoa,
Alberto Caeiro.

(Foto da autoria de Raquel Gomes de Pinho)


Paulo Resende cantando "Dia de Passeio" 
dos Rio Grande.


Rosa Familiar (Flor Yaleo) lendo o poema
"Vou deixar-me estar assim" de Maria Teresa
Queiroz 


Maria João Lobo lendo "O tempo, subitamente
solto pelas ruas e pelos dias" do livro "A Criança
em Ruínas" de José Luís Peixoto.


André de Oliveira lendo "O Caminhante" de 
Rabindranath Tagore


Carla, uma estreante nas "Fugas Poéticas"
lendo "Duvido", um poema da sua autoria


Inês Severino lendo o poema "A cidade é um
chão de palavras pisadas" de José Carlos Ary
dos Santos


O doutor Ângelo Campelo declamando o célebre
poema "IF" ("Se") do poeta britânico
Rudyard Kipling


Edmundo Silva, um dos mentores e coordenadores das "Fugas
Poéticas", lendo o poema "O Autoconhecimento" do 
poeta libanês "Khalil Gibran"



Raquel Gomes de Pinho lendo um poema de
Jorge Vila


Catarina Rebelo, Clarinetista de Santa Maria da
Feira, interpretando "Homenagem a J.S.Bach"
de Béla Kovacs ao Clarinete.


O doutor Magalhães dos Santos e a Raquel Gomes de Pinho
lendo uma anedota do doutor Magalhães dos Santos.


Paulo Resende cantando ao desafio a canção
"Balada São-Joanense" do doutor
Magalhães dos Santos


Pedro Resende cantando "Hallelujah" de Leonard Cohen

(Foto da autoria de Raquel Gomes de Pinho)


Joana Costa, uma estreante nas "Fugas Poéticas"
lendo o poema "Escuto" de Sophia de Mello
Breyner Andresen


André de Oliveira lendo o poema
"Dar voz às chamas prateadas do gelo do cristal"
do poeta oliveirense, natural da freguesia
de Pinheiro da Bemposta, Luís de Aguiar
(Livro "A Voz do Silêncio", Caima Press, 2000)


Pedro Resende interpretando uma canção da sua autoria

(Foto da autoria de Raquel Gomes de Pinho)


O doutor Magalhães dos Santos lendo o poema "Menina Gorda"
do poeta brasileiro Ribeiro Couto.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O (MEU) PRIMEIRO CURSO COMEÇA AMANHÃ!!!



Amanhã, dia 24 de Janeiro às 10H30, vai ter lugar a primeira aula da primeira oficina da Academia de Escrita Criativa de Tiago Moita "Viver as Palavras".

Trata-se do curso básico de Escrita Criativa "ESCREVO.LOGO EXISTO" e vai decorrer todos os sábados de manhã, das 10H30 às 12H30, de 24 de Janeiro a 28 de Fevereiro do corrente ano na BIBLIOTECA DE FUNDO DE VILA em SÃO JOÃO DA MADEIRA (Rua Cerqueira de Vasconcelos, 3700 São João da Madeira).

Estas oficinas de Escrita Criativa de Tiago Moita são apoiadas pela Junta de Freguesia de São João da Madeira. 

O custo do curso é de 35 Euros e terá de ser feito no primeiro dia de aulas.

As inscrições acabaram no dia 30 de Dezembro do ano passado.

A todos (as) os (as) meus (minhas) formandos (as) já inscritos, venham viver a aventura das palavras!

Conto convosco!

P.S: Não precisam de trazer papéis, cadernos, canetas, lápis e borrachas. Apenas vontade de aprender e espírito de aventura e prazer pela criatividade, pela leitura e pela escrita.


Aspecto do interior da Biblioteca de Fundo de Vila,
onde vão decorrer as aulas de Escrita Criativa de
Tiago Moita em São João da Madeira.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

DEZ ANOS DE TIAGO MOITA EM FILO-CAFÉS (2005-2015)

O ELOGIO DA LIVERDADE

Partilha, liberdade, convívio, entrega. Podiam ocorrer outras palavras para ilustrar  o que sinto para celebrar esta efeméride que provocou uma das maiores revoluções dentro de mim. Bastava recuar a esse dia 15 de Janeiro de 2005 e trazer à superfície a minha primeira vez em que assisti - e participei - num Filo Café.

Para os mais distraídos e ignotos nesta matéria, um Filo Café é uma espécie de "não-tertúlia", isto é, um espaço de partilha, criação e de liberdade livre, tantas vezes apregoada por Rimbaud e António Ramos Rosa, onde cada participante exprimia a sua opinião sobre um tema, de forma livre e informal. Os Filo Cafés, segundo o que me disseram ao longo destes dez anos - como o tempo passa -, começaram em Lisboa, na Sociedade Guilherme Cossoul com Alberto Augusto Miranda em 1997 mas foi só no princípio da década passada que começaram a chegar ao norte do país - e à Galiza - mais propriamente às grandes cidades como o Porto e Braga.

Lembro-me como se fosse hoje...Braga, Insólito Bar. Um mês antes, tinha sido convidado pelo meu tio para participar no seu primeiro Filo Café organizado por ele na "cidade do Arcebispos", capital natural do Minho, com um poema da minha autoria sobre o tema "O Actor e a Personagem", sem fazer a mínima ideia o que era um Filo Café e no que me ia meter. Para a maioria dos noctívagos bracarenses e outras criaturas da noite que deambulavam pelas sombras das ruas e trocavam silêncios e vícios no recanto dos bares, era uma noite como qualquer outra. Para mim, foi o princípio de um despertar para o mundo de liberdade e sabedoria, onde a crítica, a ironia e o sarcasmo conviviam com a Arte e o Pensamento.

Dez anos passaram e nenhuma memória diluiu-se nos oceanos do tempo. Jamais esquecerei as dissertações sarcásticas de Alberto Augusto Miranda, os monólogos filosóficos de Alexandre Teixeira Mendes, as performances de expressão plástica de Sílvia Zayas e de Filipa Aranda, e exuberância e encanto de Deborah Nofret, a anarquismo poético de António Pedro Ribeiro e as declamações apoteóticas de Aurelino costa, apenas para citar alguns exemplos de dez anos que marcaram a minha vida. Dez anos de poemas, performances, esculturas, pinturas, viagens, debates, magia no êxtase de um gesto, epifania e choque numa palavra, virtuosismo num rasgo artístico, luz num bolbo de sombra num poema.

Tudo isso e muito mais encontrei e guardei como recordação, serigrafias de memórias em chamas vivas e bruxuleantes, vagueando no universo de mim, relembrando um tempo em que assisti ao desabrochar do meu ser, à desconstrução da minha linguagem e pensamento e à metamorfose de um silêncio inacabado pela sede da alma humana, sedenta do Tudo do Todo.

TIAGO MOITA

Aqui ficam algumas fotos de alguns dos filo cafés que assisti e participei.


Filo Café "O ACTOR E A PERSONAGEM" - Insólito Bar, Braga
(Sábado, 15.01.2005)



Filo Café "NIETZSCHE E PESSOA: O BAILE DA GRAVIDADE" 
Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto,
Porto (Sábado, 17.12.2005)


Filo Café "POESIA E MULHERES: TODOS AOS SEUS TALHERES"
Café Concerto, Paços da Cultura, São João da Madeira
(Sexta-Feira, 17.03.2006)


Filo Café "Bruno e Bruma"
Clube Literário do Porto, Porto (Sábado, 01.07.2006)


Filo Café "RITOS E RITUAIS" 
Clube Literário do Porto, Porto 
(Sábado, 24.03.2007)


Filo Café "SUICÍDIO/ALTERICÍDIO"
Café Princesa, Porto
(Sábado, 12.01.2008)


Filo Café "A REVOLTA DAS PALAVRAS" 
- "Teia dos Sentidos" -
Art7menor Bar, São João da Madeira
(Quinta-feira, 27.03.2008)


Filo Café "FECUNDAÇÃO E ALÍVIO"
Orfeão do Porto, Porto
(Sábado, 22.11.2008)

(Foto de Nelson Silva)


Filo Café "A DOENÇA"
Junta de Freguesia de Espinho, Espinho
(Sábado, 06.06.2009)

(Foto de Nelson Silva)


Filo Café "DRAMA E PLATEIA"
Art7menor Bar, São João da Madeira
(Quarta-feira, 14.04.2010)


Filo Café "MILAGRE"
Auditório José Afonso, São João da Madeira
(Sábado, 12.05.2012)

(Foto de Suzamna Hezequiel)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

OITAVA SESSÃO POÉTICA MENSAL "POESIA À SOLTA" EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (20.01.2015, 21H30)


Depois do grande sucesso do último "Poesia à Solta" no Neptúlia Bar terceira terça-feira do mês passado, as noites poéticas mensais regressam em força a São João da Madeira, já na próxima semana.

A primeira noite poética mensal de Janeiro, denominada "POESIA À SOLTA", começa já na terça-feira da próxima semana, dia 20 de Janeiro, a partir das 21H30, no Neptúlia Bar em São João da Madeira.

Nessa sessão, tal como aconteceu na outra, os desafios mantêm-se:

1. Dizer, pelo menos um poema da vossa autoria ou de um (a) poeta do vosso coração, de cor e salteado, nessa sessão;

2. Dizer um poema sobre o tema INVERNO (Tema escolhido na sessão anterior).

Nota: Estes desafios são FACULTATIVOS! Aqueles que os aceitarem, aceitam de sua livre e espontânea vontade! Quem aceitar o segundo, terá o primeiro quarto de hora desta sessão para dizer o poema do tema escolhido.

Quem quer participar no desafio?

Venham celebrar a festa da Poesia e soltarem os poemas que habitam dentro de vós e no silêncio das gavetas e dos livros! 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

SOBRE A 7ª SESSÃO POÉTICA MENSAL "POESIA À SOLTA" EM SÃO JOÃO DA MADEIRA ( 16.12.2014)

"SONHO DE UMA NOITE SEM ESTAÇÃO"

O tempo não passa de uma ilusão da mente quando todo o nosso ser é absorvido pela comunhão das memórias, do convívio, das emoções com a criação, no seu estado mais puro e incondicional. Nunca senti com tanta profundidade esse pensamento com na sétima sessão poética mensal "Poesia à Solta", que ocorreu no Neptúlia Bar, ontem, terça-feira, às 21H30 em São João da Madeira.

O momento era uma mistura de entusiasmo com expectativa. Tanto eu com o Edmundo Silva tínhamos acabado de chegar ao local da segunda tertúlia poética semanal do mês e já os participantes se acomodavam e trocavam impressões, seguidos de alguns cafés e outras bebidas mais apropriadas para aquecer os corpos e as almas, antes do início da sessão. 

Entre as caras mais conhecidas, destacaram-se novos (as) convidados (as) e a presença inédita da escritora, poeta e filósofa, natural de Ílhavo, Isabel Rosete que, não só fez questão de assistir e participar como também trouxe duas conterrâneas consigo.

Chegados os últimos convivas, Tiago Moita iniciou, de forma simbólica, a sessão com palavras de boas-vindas, abrindo as hostes com uma leitura (quase) decorada do poema "Natal" de José Régio - poema que serviu de repto para todos aqueles que aceitaram o desafio de lerem/dizerem/declamarem poemas sobre o tema "Natal".

E as respostas ao desafio não se fizeram esperar. Durante um quarto de hora escutou-se mais de uma dezena de poemas alusivos à época natalícia de Miguel Torga, (homenageado duas vezes), Jorge de Sena, Frei Agostinho da Cruz, António Manuel Couto Viana, Teresa Rita Lopes e David Mourão-Ferreira, passando por poetas menos conhecidos como Jarbas Carvalho Marques e Maria La-Salete Sá e terminando com um poema e uma encenação teatral amadora sobre o nascimento de Jesus, por parte de uma das mais ilustres figuras do mundo da cultura sanjoanense.

E quando eu julgava que todas as pessoas, que assistiram e participaram naquelas noites de homenagem e devoção à Poesia, já tinham visto tudo, eis quando sou - aliás, fomos -, assaltados por uma inesperada e brilhante interpretação amadora de um excerto da célebre peça de William Shakespeare "Sonho de uma Noite de Verão" - encenação que serviu de mote para iniciar a sessão de poesia livre, cujas participações não se fizeram esperar.

Destacou-se, nesta noite, a oportunidade (histórica) que todas as pessoas ali presentes tiveram de presenciar - e ouvir - a estonteante e apoteótica declamação da escritora, poeta e filósofa Isabel Rosete que, como referi anteriormente, fez questão de estar presente e participar na última noite poética do ano. Um verdadeiro vulcão de Cultura, Erudição e Eloquência a jorrar Poesia por todos os lados, que não deixou ninguém indiferente, ao ponto dos fundadores e mentores desta iniciativa, de trazer a Poesia para os cafés e bares de São João da Madeira, a homenagearem, lendo dois poemas da autoria da poeta ilhavense. 

Nas restantes horas, viajou-se pelo sentido das coisas de Manuel António Pina, escutou-se uma mensagem de José Carlos Ary dos Santos, a frustração melancólica de Mário de Sá-Carneiro, esmiuçou-se a sensibilidade das Pessoas Sensíveis de Sophia de Mello Breyner, falou-se da importância do Riso de Pablo Neruda, a emotividade envolvente da relação entre mães e filhos, realçou-se a contemporaneidade da poesia medieval com a actualidade, a intertextualidade entre a poesia de Pessoa com um dos casos mais mediáticos que abalaram a economia e a sociedade portuguesa deste ano, que está prestes a findar. O fatalismo lírico medieval com as convicções e reflexões desassossegantes e impertinentes de Álvaro de Campos, o diálogo entre a Poesia e a Solidariedade, as dissertações poéticas sobre Copérnico, Galileu, Kepler e Newton de Eugénio Lisboa, duetos de homenagem aos poemas de Tiago Moita, Edmundo Silva e Natália Correia, para depois todos voltarmos às origens com António Ramos Rosa, num dueto protagonizado pelos mentores desta iniciativa, numa noite, feita sonho tecido pelo silêncio das palavras, onde o devir das estações do ano se misturou com a febre das memórias e o êxtase da Poesia.

Voltamos para o ano! Terceira terça-feira de Janeiro de 2015, dia 20 de Janeiro para a 8ª sessão poética mensal "POESIA À SOLTA", mais uma vez no Neptúlia Bar em São João da Madeira, pelas 21H30.

Tema (facultativo) para o próximo mês: INVERNO (e todos os seus adjectivos e sinónimos).

Aqui ficam (algumas) fotos do evento:   


Parte do público presente na sessão


Parte do público presente na sessão (II)


Parte do público presente na sessão (III)


Isabel Rosete declamando os poemas
"Momento I" e Momento II" da sua autoria


O Dr. Francisco Costa depois de ler o poema
"Natal" de Miguel Torga


Maria Clara de Carvalho lendo o poema "Oração"
de Jarbas Carvalho Marques


Carlos Pinho lendo o poema "Cenário de Natal"
de António Manuel Couto Viana


Idiema, uma estreante nas noites poéticas nos 
cafés e bares de São João da Madeira, lendo
o poema "O nosso Natal" de Teresa Rita Lopes


Vânia Soares lendo o poema "Natal de 1951"
de Jorge de Sena


Rosa Familiar lendo o poema "Anti-Natal" de
Maria La-Salete Sá


M. Conceição Gomes lendo o poema "A noite de Natal"
de Frei Agostinho da Cruz


O doutor Luís Quintino lendo um excerto de uma 
das mais célebre peças teatrais de William Shakespeare
"Sonho de uma noite de Verão"


Inês Severino lendo um excerto de uma das mais
célebres peças teatrais de William Shakespeare
"Sonho de uma noite de Verão"


o doutor Ângelo Campelo lendo um excerto de uma
das mais célebres peças teatrais de William Shakespeare
"Sonho de uma noite de Verão"


Fábio silva dizendo um poema da sua autoria


O poeta valecambrense Victor José lendo o poema
"O Porquê do meu Silêncio", da sua autoria.


O doutor Luís Quintino lendo um poema medieval


O doutor Magalhães dos Santos lendo o célebre
poema épico "Mar Português" de Fernando Pessoa


Edmundo Silva lendo o poema "Universo Insólito"
de Isabel Rosete


A declamação majestosa e apoteótica do poema
"Quasi" de Mário de Sá-Carneiro, feita pelo doutor
Ângelo Campelo


Francisco Guedes de Amorim lendo o poema "C.V"
da colectânea "Encandescente"


Inês Severino lendo o poema "As Pessoas Sensíveis"
de Sophia de Mello Breyner Andresen


Isabel Rosete declamando excertos de alguns poemas
de Álvaro de Campos


Edmundo Silva lendo o poema "Ao longe os barcos
de flores" de Camilo Pessanha

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ACADEMIA DE ESCRITA CRIATIVA EM SÃO JOÃO DA MADEIRA: INSCRIÇÕES TERMINAM A 30 DE DEZEMBRO!

AS INSCRIÇÕES PARA AS OFICINAS DE ESCRITA CRIATIVA DE TIAGO MOITA EM SÃO JOÃO DA MADEIRA TERMINAM A 30 DE DEZEMBRO!

Após um longo tempo de espera, resolvi estabeceler um prazo limite para quem (ainda) quiser inscrever-se numas das minhas oficinas (curso/workshops) da minha Academia de Escrita Criativa "VIVER AS PALAVRAS", que ocorrerão na Biblioteca de Funda de Vila em São João da Madeira. As inscrições terminam no dia 30 DE DEZEMBRO, TERÇA-FEIRA, ou seja, daqui a três semanas.

Findo esse dia, os formandos (as) inscritos (as) será contactados (as) pela Junta de Freguesia - proprietária da Biblioteca de Fundo de Vila, onde ocorrerão os cursos e workshops da minha Academia de Escrita Criativa "VIVER AS PALAVRAS".

Quem alinha?

Sobre as inscrições e os horários nos cursos e workshops da Academia de Escrita Criativa "VIVER AS PALAVRAS"

1. INSCRIÇÕES:

Em relação à ficha de inscrição, é um documento para escolherem o curso ou workshop QUE VOCÊS QUISEREM! E não um documento para se inscreverem obrigatoriamente em todos

2. HORÁRIOS:

Relativamente aos horários, não têm de se preocupar, os horários só serão definidos por MÚTUO ACORDO entre o Formador (eu), os/as Formandos/as e a Junta de Freguesia de São João da Madeira.

Horário proposto pelo formador:

A. Cursos: Todas as semanas aos sábados de manhã, das 10H30 às 12H30;

B. Workshops: Uma semana apenas, de terça a sexta-feira, das 18H30 às 20H30, terminando sábado de manhã, das 10H30 às 12H30.

Se, porventura, tiverem alguma dúvida depois de terem ido à Junta de Freguesia ou à Biblioteca de Fundo de Vila, entrem em contacto comigo através do Facebook e eu, dentro das minhas possibilidades, tentarei sanar as vossas dúvidas.

VENHAM VIVER A AVENTURA DA CRIATIVIDADE E DA IMAGINAÇÃO ATRAVÉS DAS PALAVRAS!

Conto convosco?

 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

7ª SESSÃO POÉTICA MENSAL "POESIA À SOLTA" EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (16.12.2014)


Depois do grande sucesso do último "UM CAFÉ COM...POESIA"  na Confeitaria Colmeia na terça-feira passada, as noites poéticas mensais em São João da Madeira continuam no mês de Dezembro!

A próxima - e última - noite poética de Dezembro, denominada "POESIA À SOLTA", começa já na terça-feira da próxima semana, dia 16 de Dezembro, a partir das 21H30 no Neptúlia Bar em São João da Madeira. 

Nesta sessão, tal como aconteceu na outra, os desafios mantêm-se: 

1. Dizer pelo menos um poema, da vossa autoria ou de um(a) poeta do vosso coração, de cor e salteado nessa sessão!

2. Dizer um poema sobre o Natal (tema escohido na sessão poética anterior).

NOTA: Estes desafios são FACULTATIVOS! Aqueles que os aceitarem, aceitam de sua livre e espontânea vontade! Quem aceitar o segundo, terá o primeiro quarto de hora desta sessão para dizer o poema do tema escolhido.

Quem quer participar no desafio?

Venham celebrar a festa da Poesia e soltar os poemas que habitam dentro de vós e  no silêncio das gavetas e dos livros!