sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
SEGUNDO DOS QUATRO EXCERTOS DO LIVRO "O ÚLTIMO IMPÉRIO" DE TIAGO MOITA (2.ª Edição: 2016)
"Nunca o poder e a cultura estiveram tão próximos um do outro como naquela tarde. Lado a lado, passeavam dois homens perfeitamente distintos. Um, fruto da providência que o sagrara soberano e esperança de toda uma nação e de um império; outro, mestre no pensamento e na palavra que fez da poesia sua vida e necessidade, sacrificando a mesma para salvar a sua obra imortal, quando o navio que o transportava naufragara na foz do rio Mekong. Dom Sebastião admirava o Tejo enquanto passeava pelos jardins do Palácio com Luís Vaz de Camões. Quatro anos antes, auxiliara-o, pagando as despesas da publicação dos "Lusíadas". Os dotes poéticos deste humanista, assim como o seu pensamento, impressionaram o soberano, que nunca mais esquecera a dedicatória que o ilustre poeta lusitano lhe fizera na sua obra. Durante aquele passeio com ele, o jovem rei não parava de lhe tecer elogios. (...)"
Tiago Moita
"O Último Império"
Chiado Editora
2012
(2.ª Edição, 2016)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
PRIMEIRO DE QUATRO EXCERTOS DO LIVRO "O ÚLTIMO IMPÉRIO" DE TIAGO MOITA (2.ª Edição, 2016)
"Faltavam poucos minutos para a hora do almoço. O sol continuava a desfazer as nuvens que navegavam pelos céus de Lisboa. As paredes da cidade transpiravam com o calor da sua luz, misturando odores ocultos deixados pelos séculos e iluminando os rostos e as vozes dos seus habitantes. Muitos estrangeiros que chegavam ao porto da capital ficavam maravilhados com a luminosidade provocada pelo astro-rei e o brilho com que Lisboa ficava depois de receber a sua luz matinal. Uma pérola no céu-da-boca do Tejo onde o passado se cruzavam e cada rua e monumento eram mote para um fado cantado à guitarra em sua homenagem. (...)"
Tiago Moita
"O Último Império"
2012
(2.ª Edição: 2016)
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
TIAGO MOITA ENTREVISTADO PELO PROGRAMA "LIVRO ABERTO" DE RUTE MARINHO DA RÁDIO NOVA (98.9 FM)
Tiago Moita com Rute Marinho.
Foi com um enorme prazer que fui entrevistado anteontem pela minha amiga jornalista Rute Marinho na Rádio Nova (98.9 FM). Mais que uma entrevista foi uma verdadeira "conversa vadia" entre dois amigos de longa data, tal como eu sempre gostei. Adorei a forma como, não só ela, mas toda a equipa me tratou desde o momento em que entrei naquela (extraordinária) estação de Rádio, que é uma verdadeira família, até ao momento da despedida. Não só falei da 2.ª Edição do meu romance "O Último Império" (Chiado Editora, 2016) como ainda apresentei sugestões de lugares para conhecer na minha segunda cidade de coração que é o Porto (desde os tempos da Faculdade) e ainda tive a oportunidade de ler dois poemas da minha autoria: um do "Post Mortem e Outros Uivos" (Worldartfriends Editora, 2012) e outro inédito.
Querem saber mais? Sintonizem a Rádio Nova em 98.9 FM, este sábado ao 12H40 e deste domingo a oito, dia 21 de Fevereiro à mesma hora e saberão mais.
Aqui fica a foto da praxe. Obrigado Rute Marinho! Obrigado Rádio Nova!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
LIVRO "O ÚLTIMO IMPÉRIO" DE TIAGO MOITA CHEGA À SEGUNDA EDIÇÃO
LIVRO "O ÚLTIMO IMPÉRIO" DE TIAGO MOITA CHEGA À 2.ª EDIÇÃO.
Quatro anos depois do seu lançamento, o romance de estreia de Tiago Moita é reeditado e estará disponível, segundo a Chiado Editora, nas livrarias de todo o país, a partir de 15 de Fevereiro deste ano.
"O ÚLTIMO IMPÉRIO" (Chiado Editora, 2012) é o primeiro Thriller literário sobre a História Oculta de Portugal e os desafios do mundo no terceiro milénio.Esta obra é também o primeiro Thriller sobre o (verdadeiro) significado do Quinto Império e do regresso de Dom Sebastião a Portugal. Um livro onde grandes figuras da nossa História como Dom Afonso Henriques, Camões ou Fernando Pessoa são protagonistas.
Este livro recebeu críticas positivas e rasgados elogios de escritores e autores muito importantes da nossa praça como MÁRIO CLÁUDIO, MIGUEL REAL, LUÍS MIGUEL ROCHA (Autor de "O Último Papa" ou "A Mentira Sagrada" e "Amália - o romance da sua vida), LUÍSA MONTEIRO, SÓNIA LOURO (Autora do livro "O Cônsul Desobediente") e até da famosa terapeuta, astróloga e autora VERA FARIA LEAL.
Entre 2012 e 2014, o romance começou a receber diversas críticas dos mais conceituados blogs literários portugueses; tornou-se "livro cinco estrelas" no site britânico de recomendadores de livros ANUKI e "livro três estrelas" no maior site de recomendadores de livros a nível mundial: o GOODREADERS. COM.
Em 2013, o livro chegou ao BRASIL e começou a ser distribuído e vendido nas livrarias CULTURA e SARAIVA (A Saraiva está para o Brasil como a Bertrand está para Portugal).
Aqui vos deixo com o novo booktrailer oficial da 2.ª Edição da minha obra, com todas as críticas, comentários e elogios de todos os autores acima enunciados.
domingo, 26 de julho de 2015
POEMA "ELEGIA DE UM ADEUS" DE TIAGO MOITA
"ELEGIA DE UM ADEUS"
Não posso adiar esta vida
nem mais um minuto neste canto
onde cresci e morri vezes sem conta
coleccionando e queimando memórias
em incensários e taças tibetanas
quando não pensava em relógios
Nenhuma palavra de conforto
serve de âncora ao meu barco
fechar os olhos ao que sinto
é o mesmo que enganar um espelho
resistir é negar o abismo
que escavei no corpo
cego e surdo
ao outono dos calendários
Cada compasso de espera
é um inverno de esperanças
numa madrugada sem sonhos
mesmo que o silêncio sufoque
na garganta
o medo raspe o pouco que me resta
da alma
e o ódio estale no coração
como sal queimado
não posso adiar esta vida
neste lugar
Gastei a última gota de sangue
na casa que sustentou o meu presente
despeço-me da noite
com uma lágrima no bolso
saudade numa mala de cartão
coração separado por um oceano
e um futuro por trincar
numa escuridão
que desconheço.
TIAGO MOITA
"Post Mortem e Outros Uivos"
WorldArtFriends Editora
2012
POEMA "NESTA BREVE PASSAGEM DO SENTIR" DE EDMUNDO SILVA
"NESTA BREVE PASSAGEM DO SENTIR"
Nesta breve passagem do sentir, encerro os olhos para que
eles morem na abundância da emoção...
Visto-me de montanha para que o musgo das minhas mãos
seja o tapete mágico desta simples respiração.
Venho do vapor das viagens que reconhece a palpitação das
pedras, que fecunda do calor fractal das folhas
e verte o heroísmo dos sonhos numa nuvem capaz de escrever
livros com um só sopro de harmonia.
EDMUNDO SILVA
"Epifania ao Sol"
WorldArtFriends Editora
2012
POEMA "O MEU OLHAR É NÍTIDO COMO UM GIRASSOL..." DE ALBERTO CAEIRO/FERNANDO PESSOA
Alberto Caeiro
(Pintura de Silva Porto)
"O MEU OLHAR É NÍTIDO COMO UM GIRASSOL"
(...)
II
O meu olhar é nítido como um girassol
tenho o costume de andar pelas estradas
olhando para a direita e para a esquerda,
e de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
é aquilo que nunca antes eu tinha visto,
e eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo universal
que tem uma criança se, ao nascer,
reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como um malmequer,
porque o vejo. Mas não penso nele.
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(pensar é estar doente dos olhos)
mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: Tenho sentido...
Se falo na natureza não é porque saiba o que ela é.
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a eterna inocência é não pensar...
(...)
ALBERTO CAEIRO/FERNANDO PESSOA
(1888-1935)
"O meu olhar é nítido como um girassol"
in "Fernando pessoa dito por Sinde Filipe"
2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)




