quarta-feira, 12 de abril de 2017

FERNANDO PINTO DO AMARAL FALA DO NOVO LIVRO DE POESIA DE TIAGO MOITA "METANOIA" EM LISBOA (08.04.2017)



Fernando Pinto do Amaral (à direita) fala do novo livro de 
Poesia de Tiago Moita "Metanoia" (Chiado Editora, 2017)
no Chiado Clube Literário & Bar de Lisboa (08.04.2017)

(Foto da cortesia da minha amiga poeta Sara F.Costa)

"É para termos o reflexo do céu que existe dentro de nós que existem livros como este", afirmou o professor doutor Fernando Pinto do Amaral, professor universitário, ensaísta, comissário para o Plano Nacional de Leitura (PNL) e um dos maiores vultos da Literatura contemporânea Portuguesa, numa sessão rica, onde não faltaram perguntas pertinentes, momentos de afecto, troca de impressões e autógrafos com o autor de "Metanoia", e do qual jamais irei esquecer.


Fernando Pinto do Amaral cumprimentando Tiago Moita,
autor do poemário "Metanoia" (Chiado Editora, 2017)

Queria agradecer, mais uma vez publicamente, a presença do professor doutor Fernando Pinto do Amaral, pelas palavras que proferiu a respeito da minha obra e pela disponibilidade em apresentá-la; ao responsável pelo Chiado Clube Literário & Bar de Lisboa, por ter autorizado e disponibilizado aquele magnífico espaço e centro cultural privado no coração de Lisboa; à Chiado Editora, por, mais uma vez, confiar naquilo que eu escrevo e ter publicado, promovido e distribuído, de forma exemplar, mais uma obra literária sob a sua chancela; à minha família, por todo o apoio material e afectivo que devotou em mim, em prol da minha felicidade e de todas as pessoas que compareceram naquele sábado à tarde, quente e solarengo, na capital do país que eu amo e uma das cidades mais bonitas do mundo.

Bem hajam a todos.

Próxima etapa: BRAGA!

Até à próxima!

Tiago Moita.

Para quem não ouviu o (brilhante) discurso deste grande poeta, aqui fica o vídeo.

 

Fernando Pinto do Amaral fala sobre o novo poemário
de Tiago Moita "Metanoia" em Lisboa (08.04.2017)

sexta-feira, 7 de abril de 2017

FERNANDO PINTO DO AMARAL APRESENTA NOVO LIVRO DE TIAGO MOITA EM LISBOA



Este Sábado, dia 8 de Abril de 2017, o Comissário para o Plano Nacional de Leitura (PNL), o Professor Doutor Fernando Pinto do Amaral vai apresentar o mais recente livro de Poesia de Tiago Moita "Metanoia" (Chiado Editora, 2017) no Chiado Clube Literário & Bar de Lisboa (Tivoli Forum, Avenida da Liberdade, 180, 1250-142 Lisboa. Telefone: 21 409 35 65)


Aspecto exterior do Chiado Clube Literário & Bar de Lisboa

Durante a sessão haverá leituras de alguns poemas do mais recente poemário de Tiago Moita e oportunidades para trocar dois dedos de conversa acerca do seu percurso e obra, bem como disponibilidade para dar alguns autógrafos.

A entrada é livre.


"(Tiago Moita) domina bem a linguagem poética e consegue manter um equilíbrio e uma tensão do princípio ao fim"

Nuno Júdice


"Uma obra invulgar com uma profundidade e amplitude notáveis"

Fernando Pinto do Amaral


"Tiago Moita consegue um plano de escrita interessante e muito poderoso, inaugurando uma nova maneira de escrever Poesia (...) Com este livro aprendi a dançar."

Jorge Velhote

quarta-feira, 15 de março de 2017

PRIMEIRA SESSÃO DE APRESENTAÇÃO DO LIVRO "METANOIA" EM SÃO JOÃO DA MADEIRA


Esta quinta-feira, dia 16 de Março de 2017 às 21H30, o escritor Tiago Moita apresentará o seu terceiro livro de Poesia "Metanoia" (Chiado Editora, 2017) na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo de São João da Madeira.

Esta é a primeira vez que a campanha cultural "Poesia à Mesa" acolhe a apresentação de uma obra deste autor sanjoanense.

Durante a sessão serão feitas algumas leituras poéticas de alguns poemas do novo poemário de Tiago Moita e um momento musical, protagonizado pela concertista Cláudia Patrícia Alves Pereira.

A apresentação da obra será feita pelo doutor Luís Quintino.

No final, o autor da obra estará disponível para responder a eventuais perguntas e a dar autógrafos.

No final, será servido um porto de honra.

"METANOIA" - O TERCEIRO LIVRO DE POESIA DE TIAGO MOITA


"Metanoia" é uma palavra grega que significa transformação de comportamento ou de carácter, mudança de pensar e sentir no caminho da perfeição, conversão interior. Na retórica, é um artifício que serve para reforçar uma afirmação, para refazê-la logo de seguida, corrigindo-a, enfatizando-a ou atenuando-a.

Em apenas 33 poemas, Tiago Moita revela nesta obra um sujeito poético em busca da origem do silêncio primordial da criação que habita no âmago das palavras, cuja essência e significado transcendem o tempo, o espaço e a linguagem. 

MARCA D'ÁGUA

Esconde-se na candura
do seio secreto das folhas
até que a chama grávida
de um desejo exíguo
exponha a nudez da verdade 
que habita no silêncio

Teu símbolo mancha a sede ferida 
de uma nódoa do mar
húmida presença 
do legado azul de uma memória

Espelho de uma obra matiz
impressão digital da chuva
rio vigilante de um lençol de vida
sal de uma lágrima guardiã
das legendas opacas
nas entrelinhas do mundo.

TIAGO MOITA
"Metanoia"
Colecção "Prazeres Poéticos"
Chiado Editora
2017


"(Tiago Moita) domina bem a linguagem poética 
e consegue um equilíbrio que mantém uma tensão
do princípio ao fim."

Nuno Júdice


"Uma obra invulgar e com uma profundidade e
amplitude notáveis."

Fernando Pinto do Amaral

domingo, 12 de março de 2017

Poema "POIESIS" de Tiago Moita ("Metanoia", 2017)


POIESIS

Perguntei a uma página exangue 
do lume de um êxtase de mantras
e desejos por arder do limbo dos dias
a origem da Poesia
enquanto desflorava o silêncio
da sua carne

Debrucei-me nessa angústia filosófica
como quem mergulha num deserto
para decifrar uma sede incógnita 
e bruxuleante de tanto sofrer
e perguntei aos meus amigos,
sem didascálias,
como quem mendiga um sonho:
"De onde veio a Poesia?"

Nenhuma resposta...

Depois virei-me para os poetas de hoje,
jovens turcos feitos dentes-de-leão,
cheios de silogismos enciclopédicos
e metáforas na ponta da língua,
e fiz a mesma pergunta:
"De onde veio a Poesia?"

Nenhuma resposta também...

De seguida, virei-me para os poetas de outrora,
bibliotecas canónicas vivas
alquimistas ascetas da pureza
exilados da morfina da realidade
e fiz a mesma pergunta
mas, desta vez, a resposta foi diferente:

"Leia os Clássicos!"

Confuso com aquela resposta 
desbravei as profundezas dos livros
e comecei a esgravatar a essência
de todas as artes
devorando lirismos em chamas,
acalantos sem berço, acrósticos
anónimos, elegias sem lápide,
epigramas sem epitáfio, odes
agridoces a homens feitos deuses
pela palavra dos poetas, 
madrigais alcoviteiros, haikus e tankas
cheios de epifanias, sonetos imperiais
e quando saltei a grande muralha do ritmo...

...encontrei uma rosa
plantada num chão de mármore polar
de um templo feito de quartzo
coberto de espinhos mudos 
ao meu desassossego

Caminhei descalço para a colher
mastigando o prazer e a dor
daquela fome esfíngica,
ansiosa por se extinguir
no primeiro contacto 
com a sua pele

A rosa bebeu as minhas lágrimas
e incandesceu com o sorriso que rasguei
no meu rosto exsudado
a resposta à minha pergunta
não estava no momento em que a conheci
nem no instante em que a afaguei

Encontrei-a no intervalo.

TIAGO MOITA
"Metanoia"
Colecção "Prazeres Poéticos"
Chiado Editora
2017

Prestes a ser distribuído por todas as livrarias de Portugal e do Brasil a partir de Março de 2017.

domingo, 5 de março de 2017

Poema "CARTA DE UM AMIGO AUSENTE" de Tiago Moita ("Metanoia", 2017)


CARTA DE UM AMIGO AUSENTE

Hoje,
os pássaros não cantam
O dia desfaz-se 
nos meus olhos
e um fogo consome-me 
em lume brando
como este silêncio
que acabo de escrever.

Para ti, 
que não me obrigas o dia,
o tempo e o abismo.
Que não esperas esmolas,
horas e lágrimas
mas coroas de louros 
na minha estrada.

Para ti,
que não atiras 
com retratos vazios
e sorris dos meus futuros.
Que dispensas estrelas,
jardins, templos e impérios 
e vives bem 
com o meu silêncio.

Escrevo apenas para te dizer...

Que não estou sozinho
nem triste nem perdido
nem de coração mendigo
apenas saudoso
mas sempre presente
como abraço, sorriso, 
vela, poema ou abrigo

Numa palavra:
Amigo.

TIAGO MOITA
"Metanoia"
Colecção "Prazeres Poéticos"
Chiado Editora
2017

Prestes a ser distribuído por todas as livrarias de Portugal e do Brasil a partir de 16 de Março deste ano.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Poema "ARTE POÉTICA" de Tiago Moita (2017)


ARTE POÉTICA

O poema não nasce
do murmúrio da cinza
ou da cópula do fogo
que corre nas veias das palavras

O poema não cresce 
do êxtase dos quatro elementos
ou do incêndio das feridas
transforma-se em Cosmos
com o silêncio dos búzios

O poema não pergunta
nem responde 
à sublimação dos espelhos
e às epifanias dos números
reage contra a inércia do mundo
e a apatia das sombras

É sal, espinho, espelho, flor
carne, sémen, bolor. seiva
antes da menstruação do verbo
que pariu Deus

O poema é poema
antes da invenção das línguas
e da tradução dos ventos
Metanoia universal
do Tudo o Que É
Foi 
e virá a Ser.

O poema existe
o poema morre
para voltar a ser poema
o poema transfigurar-se
o poema é tudo
o poema sabe
o poema
é.

TIAGO MOITA
"Metanoia"
Colecção "Prazeres Poéticos"
Chiado Editora
2016

Prestes a ser editado e distribuído em todas as livrarias de Portugal e do Brasil a partir de Março de 2017.