quinta-feira, 28 de maio de 2026

SOBRE O CENTENÁRIO DO 28 DE MAIO DE 1926 (1926-2026)

 


SOBRE O CENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO DO 
28 DE MAIO DE 1926 (1926-2026)

Recordar o centenário do golpe de Estado de 28 de Maio de 1926 não é fazer uma invocação de um evento pretérito da História de Portugal, nem manchar de vergonha a nossa democracia, mas fazer um convite a uma séria e profunda reflexão sobre as causas que conduziram ao seu aparecimento. Não é só o mundo, a economia, a sociedade e a civilização, tal como as conhecemos, que estão em crise, mas a democracia; e reflectir sobre por que é que as democracias falham e muitas vezes sucumbem ao mais poderoso e hediondo totalitarismo não só é um direito, como também um imperativo filosófico e cívico. Mais importante do que falarmos apenas de toda a repressão, censura, obscurantismo, dor e sofrimento que aconteceram durante os quase cinquenta anos de Estado Novo, também precisamos de compreender como é que uma república com quase dezasseis anos de existência colapsou apenas num dia. Muitas das causas podem ser uma repetição de problemas que ainda estão a acontecer no presente e, para isso, temos de ir ao passado encontrar, por vezes, as respostas porque, como uma vez disse Lord Byron, “O maior profeta do futuro é o passado”. As democracias não devem fazer a apologia a qualquer tipo de ditaduras, mas devem ter o dever ético de compreender as causas da sua degradação antes que seja tarde demais.

Tiago Moita

28.05.2026

quarta-feira, 22 de abril de 2026

TIAGO MOITA CELEBRA HOJE 20 ANOS DE VIDA LITERÁRIA (2006-2026)

 


Tiago Moita apresentando o seu primeiro
livro (22.04.2006)

TIAGO MOITA, 20 ANOS DE VIDA LITERÁRIA (2006-2026)

Chegar aos vinte anos de um percurso literário não é apenas uma efeméride, mas uma prova de resiliência e um testemunho de uma caminhada feita de erros, sacrifícios, lágrimas, suor, partilhas, provações, testemunhos, conselhos, fiascos, ilusões e de muitas palavras. 

Foi naquela tarde de 22 de Abril de 2006, pelas 16H00, na Fnac do Gaia Shopping em Vila Nova de Gaia que dei o primeiro passo para esta grande aventura de me tornar um escritor e poeta a tempo inteiro, onde demonstrei a todo o mundo que não só ia apenas apresentar uma obra (“Ecos Mudos”), mas inaugurar um percurso, que longe estaria eu de imaginar que iria se transformar numa carreira. 

Vinte anos depois, não me arrependo do primeiro passo que dei nem dos nove livros que escrevi. Amo-os como um pai ama os seus filhos e não desisti deles enquanto não voassem para fora do seu ninho, beijassem o sol e se confundissem com as estrelas mais brilhantes do universo. Falhei, mas falhei melhor, como Beckett, sonhei com a cabeça e coração nas nuvens, os pés assentes no chão e o olhos no futuro a partir do presente, sem negar uma velha máxima que mantenho desde que descobri que a escrita ia ser, para o bem e para o mal, o meu propósito de vida e que escrevi num parágrafo do meu último romance “Ensaio sobre o Fim do Mundo! (Astrolábio Edições, 2024):

Escreve tudo aquilo que grita da tua alma para o mundo, sem te preocupares com o silêncio dos homens, porque se o silêncio que escreveres for te tal maneira ruidoso, o mundo não terá outra solução senão começar a escutá-lo.” (SIC) 

Tiago Moita
22.04.2026

Aqui ficam algumas fotos desses vinte anos:


"Ecos Mudos" - o meu primeiro livro de Poesia 
(2006)


"O Último Império" - o meu primeiro romance
(2012)


"Post Mortem e Outros Uivos" - o meu segundo
livro de Poesia (2012)


"O Evangelho do Alquimista" - o meu segundo
romance (2016)


Tiago Moita com o seu terceiro livro de Poesia
"Metanoia" (2017)


Tiago Moita com o seu terceiro romance 
"A Fórmula do Peregrino" (2018)


Tiago Moita com o seu primeiro livro de
contos "Os Contos Impossíveis" (2019)


Tiago Moita com o seu primeiro livro de
Prosa Poética "Manual da Solidão" (2020)


Tiago Moita com o seu quarto romance
"Ensaio sobre o Fim do Mundo" (2024)

sexta-feira, 3 de abril de 2026

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA DE 1976: 50 ANOS DEPOIS (1976-2026)

 Faz hoje 50 anos que foi aprovada por maioria absoluta (com os votos contra do CDS) a Constituição da República Portuguesa de 1976, a lei fundamental que substituiu definitivamente a Ditadura do Estado Novo (1933-1974) e consagrou e consolidou a nossa actual democracia. Foi revista diversas vezes mas não se afastou completamente dos seus valores. Pode não ser a mais perfeita do mundo, mas consagra aquelas que são as funções de um estado de direito democrático, os direitos, as liberdades e as garantias do cidadão e os seus principais valores. 

No meu entender, ela precisa de uma profunda revisão. Não para deturpar os seus princípios e os seus limites materiais, mas para democratizar ainda mais a nossa democracia e torná-la mais ética, mais transparente e mais democrática do que ela já é. Serão os nossos políticos capazes de o fazer? Depois dos discursos que ouvi esta manhã duvido muito...

Para terminar, gostaria de deixar aqui um aviso que o nosso rei D. Pedro V disse a respeito das constituições:

“A Constituição é qualquer coisa em que raramente se deve tocar – uma fórmula que, tendo de resistir à ebulição de cada espécie de paixão, deve ser tratada com respeito e não desfeita em mil bocados todos os dias.”

Tiago Moita. 

02.04.2026

OBRAS DE JOSÉ SARAMAGO OPCIONAIS NO 12.º ANO: A MINHA OPINIÃO

 A decisão da obra de José Saramago passar a ser opcional para os alunos do 12.º ano não é só perfeitamente descabida como absolutamente vergonhosa. É triste ver, ao longo dos anos, obras de grandes escritores como Vitorino Nemésio, Aquilo Ribeiro, Sophia de Mello Breyner, e agora, José Saramago passarem a ser consideradas "opcionais" consoante as decisões dos governos. Já sabemos que é preciso incluir autores contemporâneos consagrados, mas Saramago foi mais que um autor consagrado. Foi o primeiro escritor português a vencer o Prémio Nobel da Literatura em 1998 e portador de uma obra notável que aborda diversos temas sobre a natureza humana nunca antes abordados na literatura, de uma forma inovadora e arrebatadora.  

Os nossos estudantes mereciam melhor, a literatura merecia mais respeito e José Saramago também.

Tiago Moita. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

O Teatro, segundo William Shakespeare (Dia Mundial do Teatro 2026)

 


"O Mundo é um grande palco e todos os homens e todas as mulheres são apenas actores"

William Shakespeare 

Feliz dia mundial do Teatro.

Tiago Moita. 

terça-feira, 24 de março de 2026

TIAGO MOITA PARTICIPOU NA TERTÚLIA DOS POETAS SANJOANENSES 2026 (18.03.2026)

 


Tiago Moita lendo o poema "Depuração" do seu 
terceiro livro de Poesia "Metanoia" na Biblioteca
Municipal de São João da Madeira (18.03.2026)

Eu, lendo o poeta "Depuração" do meu terceiro livro de Poesia "Metanoia" (Chiado Editora, 2017).

DEPURAÇÃO 

Sentado num rio de murmúrios e sombras
observo o bailado geométrico do lápis 

Mergulho na espuma da tarde
no sono etéreo da noite 
e procuro absorver o Todo 
na clarividente contingência 
das metáforas canónicas 
do olvido 

Depurei o sangue e o sal dos olhos
num salto quântico 
mergulhei num oceano 
de palavras primitivas 
regressando à epiderme do mundo 
onde o poema é uma viagem 
e a vida repousa. 

Tiago Moita. 
"Metanoia"
Chiado Editora 
2017 

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quarta-feira, 18 de março de 2026

TIAGO MOITA VAI PARTICIPAR NA TERTÚLIA DOS POETAS SANJOANENSES (18.03.2026)

 


TIAGO MOITA VAI PARTICIPAR NA TERTÚLIA
DOS POETAS SANJOANENSES 2026

Hoje, quarta-feira, dia 18 de Março, às 18H30, vou participar na Tertúlia dos Poetas Sanjoanenses, na Biblioteca Municipal Doutor Renato Araújo em São João da Madeira. 

A tertúlia seá orientada pela professora e crítica literária Cristina Marques. O espaço estará aberto a tod@s aquel@s que queiram soltar a sua veia poética e ler os seus poemas, tenham eles sido publicados ou não.

Apareçam! Até logo!

Tiago Moita.