"Quanto mais silêncio houver num livro, melhor ele é. Porque nos permite escrever o livro melhor, como leitor."
António Lobo Antunes.
Hoje não partiu apenas um homem. Partiu uma biblioteca viva feita de carne, sangue, lágrimas e palavras. Partiu um verdadeiro português que conseguiu interpretar a alma do português contemporâneo e expandiu os limites e os cânones da Língua Portuguesa para além do inimaginável. Partiu a voz lúcida do nosso desassossego, o verso branco da nossa angústica, o fado alexandrino da nossa saudade. Partiu um dos últimos imperadores da Língua Portuguesa para o Panteão dos escritores imortais da Literatura universal, onde figuram grandes nomes como Homero, Shakespeare, Camões, Pessoa, Camus, Faulkner, Calvino e José Saramago. Partiu um dos maiores escritores da literatura contemporânea portuguesa e universal, que o mundo (injustamente) nunca lhe concedera a honra de receber o Prémio Nobel da Literatura.
Partiu o corpo, ficou a obra, que ficará gravada na mente e no coração de milhões de leitores, presentes e futuros, por toda a eternidade.
Para sempre, mestre. Para sempre, António Lobo Antunes. (1942-2026)
Tiago Moita.

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