terça-feira, 1 de dezembro de 2009

PADRE MÁRIO DE OLIVEIRA EM S.JOÃO DA MADEIRA (03.12.2009, Quinta-feira,21H30)





Na próxima quinta-feira, dia 3 de Dezembro, S. João da Madeira acolherá uma das figuras mais polémicas de Portugal. Trata-se do célebre Padre Mário de Oliveira. Autor de mais de trinta obras, entre as quais o célebre livro “Fátima Nunca Mais” (Campo das letras, 1999), polémico por criticar o culto de Nossa Senhora de Fátima e o negócio que se gerou à volta dele. A sua deslocação à cidade, prende-se com a apresentação da sua última obra “Novo Livro do Apocalipse ou da Revelação”.
A apresentação e a venda da obra terão lugar no Art7Menor Bar, a partir das 21H30 e contará no final com uma pequena sessão de autógrafos. Os lucros da venda da obra reverterão para a continuação das obras na Casa da Cultura de Macieira de Lixa. O livro em questão custa dezanove Euros.



A OBRA

Segundo o autor, a sua última obra deveria ser publicada a título póstumo, de modo a evitar alimentar mais “ódio teológico-idiolátrico” por ser “aquele que mais exclui, excomunga e mata” no seu entender, uma vez que o seu último livro vem por a descoberto as máfias que se escondem por detrás de todas as cúpulas das religiões/Igrejas, juntamente com as cúpulas do poder político e do poder económico-financeiro. Um livro polémico que, segundo o seu criador, “nem José Saramago, António Lobo Antunes ou José Rodrigues dos Santos teriam a coragem de escrever”, contra uma sociedade materialista e consumista que se desligou da sua essência divina, carregada com uma mensagem de esperança e de amor, baseada na fé cristã e na palavra de Jesus Cristo, livre de todos os artifícios e mistificações.



O AUTOR

Mário de Oliveira nasceu a 8 de Março de 1937, em Lourosa, Feira. Foi ordenado Padre/Presbítero da Igreja do Porto, a 5 de Agosto de 1962. Desde Março de 1973, foi coadjutor da Paróquia das Antas por decisão pessoal do Bispo António Ferreira Gomes. Foi Professor de Religião e Moral nos Liceus Alexandre Herculano e D. Manuel II no Porto e Capelão Militar na Guiné Portuguesa (Hoje, Guiné-Bissau), onde foi expulso ao fim de quatro meses por pregar o evangelho da paz aos soldados. Foi Pároco em Paredes e Valadares onde levou a sério a sua missão de evangelizar os pobres, o que lhe valeu a exoneração, ao fim de catorze meses, decidida pelo então Administrador Apostólico da Diocese, o Bispo Florentino de Andrade e Silva. Pároco de Macieira da Lixa, concelho de Felgueiras, em cujo exercício foi preso duas vezes pela PIDE. Depois da Revolução do 25 de Abril de 1974, dedica uma intensa actividade ao jornalismo e à escrita, acabando por participar em jornais locais como O Correio do Minho, acabando por fundar o jornal “Fraternizar” de que é director e redactor principal, há vinte e dois anos consecutivos, e escrever mais de trinta obras, todos fecundamente polémicos.

Nota: O bar Art7menor situa-se na Avenida Renato Araújo, por baixo do centro comercial Galerias Avenida, em frente ao Centro Coordenador de Transportes.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

CONFRONTO POÉTICO II EM S.JOÃO DA MADEIRA




Para quem perdeu o Primeiro Confronto poético de Setembro, o Art7Menor Bar tem a honra de mais uma vez apresentar mais o mesmo espectáculo, agora em moldes diferentes e com os mesmos protagonistas da primeira série.

O evento terá lugar no dia 8 de Outubro, Quinta-Feira, pelas 22Hoo, no bar em questão.

Após o Espectáculo, haverá sessão de declamação poética livre aberta a todos os que quiserem participar.

solta o Poeta/Declamador que há dentro de ti!

Atreve-te!

Conto convosco!

Entrada: 2 €

Lembrar Al Berto (1948-1997)



HORTO

homens cegos procuram a visão do amor
onde os dias ergueram esta parede
intransponível

caminham vergados no zumbido dos ventos
com os braços erguidos - cantam

a linha do horizonte é ma lâmina
corta os cabelos dos meteoros - corta
as faces dos homens que espreitam para o palco
nocturno das invisíveis cidades

escorre uma linfa prateada para o coração dos cegos
e o sono atormenta-os com os seus sonhos vazios

adormecem sempre
antes que a cinza dos olhos arda
e se disperse

no fundo do muito longe ouve-se
um lamento escuro
quando a alba se levanta de novo no horto
dos incêndios

prosseguem caminho
com a voz atada por uma corda de lírios
os cegos
são o corpo de um fogo lento - uma sarça
que se acende subitamente por dentro.

Al Berto, Horto de Incêndio, 1997