quinta-feira, 1 de novembro de 2012

TIAGO MOITA REGRESSA COM MAIS UM LIVRO EM NOVEMBRO.


Depois de seis meses de estrada a promover o seu primeiro romance, Tiago Moita regressa com mais um livro. Chama-se "Post Mortem e Outros Uivos" e tem a chancela da WorldArtFriends/Corpos Editora. No entender o autor, o livro resume-se à seguinte frase:

"Post Mortem e Outros Uivos não é um livro, mas um grito. Voz estridente de uma revolta surda contra um presente sem passado e sem futuro. Ferida aberta por um silêncio anónimo que perdeu a vergonha de sair à rua e mostrar a sua nudez ao mundo. Alfa e Ómega de dois ciclos. Morte e renascimento do Tempo e do Homem através da palavra."

Tiago Moita

a primeira sessão de apresentação oficial do novo livro de Tiago Moita ocorrerá no dia 22 de Novembro do corrente ano às 21H30 na Biblioteca Municipal de São João da Madeira. 

A apresentação inicial será feita pela professora CRISTINA MARQUES.

A Crítica Literária de LUÍSA MONTEIRO ao livro "O Último Império" de Tiago Moita (17.10.2012)


O tempo parecia não dar tréguas a Portugal naquela quarta-feira, dia 17 de Outubro de 2012, quando apresentei o meu primeiro romance "O Último Império" (Chiado Editora, 2012) na Fnac do Fórum Coimbra com a Professora Universitária de Literatura Comparada, LUÍSA MONTEIRO. De todas as críticas literárias que tive durante a digressão, esta, foi a melhor, pela sua clareza e capacidade de interpretação do sentido da minha obra. Para quem não pode assistir à sessão , deixo-vos com um resumo do seu discurso. Parabéns Luísa e muito obrigado por tudo!

"Dedicado à família e a Portugal, o romance de Tiago Moita é uma obra apropriada ao cinema, constituindo cada capítulo uma cena de filmagem. De tom rigoroso e objectivo, tem frases que parecem indicações para câmara, acerca da luz, do tempo e do lugar. De resto, estas sequências de imagens, alternam-se entre o passado e o presente, entre Portugal e outros países da Europa, numa técnica próxima do cut-up, e culminando cada qual em suspensão e com os ingredientes necessários ao enigma e á surpresa, o que leva o leitor a não conseguir parar de ler "O Último Império".

"(...) este romance, sob o aspecto formal, é de uma segurança e mestria irrepreensíveis, aniquilando qualquer defesa do leitor/espectador face à obra. É um livro veloz e surpreendente, tamanha profusão de realidades, de personagens e de leituras mais ou menos místicas daquilo que é o mistério da vida humana."

"Do ponto de vista literário, não podemos porém, classificar como um romance histórico nem como um exemplar do fantástico, na vertente da ficção científica. Também não subscrevo afirmações que apontam esta obra como "um romance estranho", ou um "thriller" a terminar "em suspense". Isto, porque Tiago Moita revela-se como um destruidor de mitos."

"Vamos por partes. Esta obra cabe nos romances policiais contemporâneos, os quais romperam já com o padrão dos romances que mereciam este título, como é o caso de Egar Allan Poe, Agatha Christie, Sir Arthur Conan Doyle, George Simenon e Raymond Chandler. (...)Mas "O último Império" não é um whodunit, antes insere-se numa categoria temática do policial contemporâneo que privilegia o misticismo e a religiosidade, tal como autores de sucesso o fazem e que tantos leitores têm angariado, como é o caso de Dan Brown."

"Além de quebrar várias regras da velha narrativa policial, Tiago Moita não apresenta o crime como o leit motiv do enredo e a pesquisa do detective Diogo Pombal não se centra apenas na descoberta da identidade dos criminosos, na medida em que esse não é o único segredo da narrativa.(...)"

""O Último Império" é um livro extraordinário, onde entram produções literárias de Camões, Padre António Vieira, Bandarra, Fernando Pessoa, Aleister Crowley, as sociedades secretas, as de hoje, Polícia Judiciária, ESS, anjos e, entre muitos outros, o Encoberto, (...)"

"O efeito surpresa, resultante de uma cultura geral notável e de uma imaginação fulgurante do autor é, indubitavelmente, um dos grandes trunfos deste livro.(..)"

"Acentuando a contemporaneidade deste romance policial, vemos que os crimes são realizados em função de motivos colectivos e não por motivos individuais, como acontecia nos romances policiais tradicionais. Na abordagem semiótica greimasiana, o que motiva esta paixão é o fanatismo, envolvendo um princípio religioso por parte dos criminosos, ao contrário da cobiça e da ira que motivavam os policiais tradicionais, ou seja, há sempre um enigma religioso ou místico no foco das narrativas. Outra caraterística marcante, é a diluição da investigação, ou seja, essa demanda deixa de privilegiar a busca da identidade dos assassinos, para encontrar as causas e consequências do crime que estejam relacionadas com um segredo religiosos ou místico.(...)"

"Quando refiro que este romance policial se insere na categoria do misticismo e do religioso, sustento-me na definição do misticismo como crença na existência de uma realidade sobrenatural e misteriosa, acessível apenas a uma experiência privilegiada, uma instituição ou sentimento de união com o divino, o sobrenatural, o misterioso. Quando relacionamos este conceito aos romances policiais podemos visualizar o estado místico no êxtase encontrado pelos criminosos quando perpetram a morte, na medida em que compartilham segredos até então ocultos da sociedade e por isso são suas vítimas todos aqueles que ousam descobrir a verdade. Porém, é também a Filosofia que nos diz que o misticismo é um anti-racionalismo. Efectivamente, Pombal não tem uma atitude mística , antes intelectual e racional, que é o que o faz chegar a conclusões."

"Reiterando o enquadramento de O Último Império, neste romance o crime não é apenas o assassinato de sujeitos, mas é o facto de uma instituição religiosa se manter com base num mito. (...)Ora, Tiago Moita destrói esse  mito, ao conferir-lhe prova. (...) Nisto, Tiago Moita aproxima-se de Fernando Pessoa, pois uma das suas grandes preocupações foi precisamente compreender Portugal, tomando o mito de D.Sebastião e do Quinto Império como sinónimos da Verdadeira Alma Portuguesa, mitos esses de cariz messiânico a serem construídos e efectivados pela palavra. Tiago Moita, utiliza o vocábulo "voz", que é a palavra tornada audível."

"Ernest Cassirer, filósofo contemporâneo, observa em O Mito e a Linguagem, que é "a palavra, a linguagem, [o que] realmente desvenda ao homem aquele mundo que está mais próximo dele, que o próprio ser físico dos objectos e que afecta mais directamente a sua felicidade ou a sua desgraça. [...] a palavra tem de ser concebida, no sentido mítico, como ser substancial e como força substancial, antes que se possa considerá-la no sentido ideacional, como órgão do espírito, como função fundamental da construção e articulação da realidade espiritual (pp.77-78, ed.Perspectiva, SP, 1992)"(...)"Contudo, o cariz messiânico é destruído por Tiago Moita, ao fazer desse mito um acontecimento real. Ora, messiânico é sempre o que hão-de vir - não pode vir, não pode acontecer, caso contrário, a sua substância de espera eterna dilui-se. (...) Nisto Tiago Moita foi mestre: consegue levar o leitor a gostar de acreditar em crenças e mitos fundadores e urbanos, e a exultar por assistir ao acontecimento das profecias que os mitos agregam; quando, precisamente, está a colocar-lhes um ponto final. Daí, muito justificadamente o título, O Último Império."

"Uma vez transportandos para o para o Quinto Império, as personagens deste romance operam uma das facetas do Paracleto, ou Espírito Santo, que é o seu poder transmutador, a metamorfose (...) Esta situação leva-me também a associar Tiago Moita a um dos maiores escritores de sempre: Jorge Luís Borges, especialmente no seu conto "A seita da Fénix, inserto em Ficções. Nele, o escritor argentino estabelece a diferença entre a Gente do Costume e a Gente do Segredo. Fénix, essa figura mitológica que renasce da própria decomposição, segundo Borges, é "raríssima na linguagem oral" e os constituintes da sua seita ou são ciganos, isto é, "vendedores de gado, caldeireiros, ferreiros e leitores da sina" ou sectários, ou seja, os que "costumam exercer afortunadamente as profissões liberais"; Que os sectários num mundo judaico se pareçam com os judeus, não prova nada. O inegável é que se parecem (...)com todos os homens do mundo", diz-nos. Esta seita da Fénix não tem livro sagrado, tem apenas o Segredo e uma lenda da qual o autor não conseguiu nenhum vestígio. O que possuem, é o rito. Por último, o autor - que fez amizade com elementos deste estranho grupo religioso da Fénix - conclui: "O esquisito é que o Segredo não se tenha perdido há muito tempo; apesar das vicissitudes do globo, a despeito das guerras e dos êxodos, chega, tremendamente, a todos os fiéis. Alguém não hesitou em afirmar que já é instintivo." Notemos que o preâmbulo de O Último Império versa precisamente sobre as vicissitudes do globo."

FILOSOFIA PURA (LORD BYRON)


"O maior profeta do futuro é o passado"

Lord Byron
(1788-1824)

A Crítica Literária de Luís Miguel Rocha ao livro "O ÚLTIMO IMPÉRIO" de Tiago Moita (05.05.2012)


Foi um sábado ameno e brilhante aquele 5 de Maio de 2012, o dia em que apresentei pela terceira vez o meu romance "O Último Império" (Chiado Editora, 2012) no Porto, com o meu (grande) amigo, autor português de renome internacional, Luís Miguel Rocha. Para quem não pode assistir a esta sessão, deixo-vos o discurso que ele fez, assim como o meu. Em baixo, deixo-vos um breve resumo do discurso deste grande autor de língua portuguesa.

"O livro do Tiago Moita é um thriller muito bem escrito com uma fórmula: tem 33% de ficção; 33% de ficção credível e 33% de factos históricos, tem um enredo principal, vários enredos mais pequenos, acaba em suspense e as principais personagens estão sempre em tensão; (...) o Tiago faz isto muito bem com uma escrita viciante, onde é feito um trabalho de dectetive que vem desde o tempo de D. Afonso Henriques até aos nossos dias, onde vamos ver de onde veio a nacionalidade e o incumprimento da profecia. (...)O livro é politicamente incorrecto. Defende teses interessantíssimas Há coisas que ele escreveu que eu não teria coragem de escrever. Quando acabarem de ler vão estar mais ricos e vão fazer a vossa própria investigação para garantir que o Tiago não se enganou e é isso que ele pretende."

ARTE NEW AGE (TREE OF LIFE)


A crítica literária de Miguel Real ao Livro "O ÚLTIMO IMPÉRIO" de Tiago Moita (28.04.2012)



Foi um dia chuvoso e ventoso aquele sábado, 28 de Abril de 2012 às 17H30, quando apresentei ao mundo pela primeira vez o meu primeiro romance "O Último Império" (Chiado Editora, 2012). Todavia, apesar do mau tempo e do facto de estar a decorrer ao mesmo tempo a Feira do Livro de Lisboa, o ambiente não esmoreceu entre as pessoas que assistiram ao evento e os seus intervenientes. Deixo-vos com um resumo da  crítica literária que o Professor MIGUEL REAL fez de mim, e sobretudo, do meu livro neste vídeo e neste breve resumo que transcrevi para todos vocês.

"O Último Império é um fulgurante e surpreendente romance de um dos mais promissores novos autores portugueses, abordando um dos maiores mitos da História de Portugal: o Quinto Império, o último império da humanidade de forma brilhante e inquietantemente reveladora (...) Antes de Tiago Moita, apenas o Padre António Vieira descrevera desata forma a passagem do quarto para o quinto império, num misterioso romance pleno de peripécias à Dan Brown e onde até uma brilhante estrutura policial ao melhor jeito de John Le Carré chega a tomar-nos de assalto. (...) O romance, tanto do ponto de vista do conteúdo como do ponto de vista da estrutura da obra e estilístico bastante desenvolvido, muito bem feito, muito bom e muito bem construído. (...)Um romance de carácter civilizacional (...)com uma visão de carácter cultural e espiritual. Um livro absolutamente contra a corrente. (...)o Tiago está inserido nesta contra corrente cultural, o livro é contra o sistema.(...)Acho que vai ser um grande romancista."

FILOSOFIA PURA (ERNEST HEMINGWAY)


"Escreve, se puderes, coisas que sejam improváveis como um sonho, tão absurdas como a lua-de-mel de um gafanhoto e tão verdadeiras como o simples coração de uma criança."

Ernest Hemingway
(1899-1961)