
terça-feira, 21 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
TIAGO MOITA NO HI5
Tiago Moita aderiu à famosa rede hi5!
Quem quiser visitar, dirija-se a:
http://tiagovasconcelosmoita.hi5.com
Quem quiser visitar, dirija-se a:
http://tiagovasconcelosmoita.hi5.com
CURTA 2 - 2ª Mostra de Curtas Metragens de S. João da Madeira

A CURTA - Mostra internacional de Curtas-Metragens de S. João da Madeira está de volta, de 16 a 18 de Julho, sempre a partir das 21H30, no auditório dos Paços da Cultura de S. João da Madeira! a entrada é gratuita.
Depois do êxito de 2008, a associação cultural Teia dos Sentidos apresenta a segunda edição da CURTA, que este ano oferece workshops gratuitos relacionados com a sétima arte.
"AZEITONA" abre a mostra das curtas, no dia 16 (quinta-feira). É um projecto cinematográfico de 36 minutos, inspirado na vida e obra de Manuel de Oliveira, realizado por Ana Almeida, Humberto Rocha, João Gazua e Luís Campos, alunos do Mestrado em Cinema - Realização da Universidade da Beira Interior. O filme conta com o elenco de actores bem conhecido do público, como Orlando Costa, Teresa Madruga, Rui Santos ou Fernando Taborda.
No dia 18, haverá workshops gratuitos para todas as idades: desde oficinas de Pinhole e Cianotipia a um seminário de iniciação ao guionismo com a projecção do filme "Adaptation" do realizador Daniel Algrant.
Durante a tarde, será exibida a longa metragem "Rasganço" da cineasta Raquel Freire, que, à noite, fará o encerramento da mostra. A projecção do filme está sujeita a confirmação.
A CURTA faz parte do programa do AECI (Ano Europeu da Criatividade e Inovação 2009) em Portugal.
mais informações em http://acurtasjm.blogspot.com/
ORGANIZAÇÃO:
Teia dos Sentidos - Associação Cultural
Rua Vale de Cambra, nº 203
3700-297 S. João da Madeira
Site oficial: http://simbiose.sitesedv.com/
quinta-feira, 11 de junho de 2009
SOBRE O FILO-CAFÉ "A DOENÇA"
Poesia, discussão, filosofia, manifestos, memória, música, performance, erotismo num ambiente onde nem faltou espaço para o hip-hop e danças de salão, assim foi mais um Filo-Café da Incomunidade onde eu não podia deixar de estar presente.
Aqui ficam algumas fotos do evento:
(Da cortesia de Nelson Silva)

Alberto Augusto Miranda

Bruno Resende

Uma participante do Filo-Café

Eva Mendez Doroxo (Ao centro) Com Elisabete Pires Monteiro
E Alexandre Teixeira Mendes

João Fragoso, Presidente da Palimage

Aurelino Costa declamando um dos seus poemas

Teixeira Moita numa das suas (in)tervenções (ex)citantes

Eva Mendez Doroxo numa declamação "Hardcore" (1º Escalão)

Tiago Moita (ao microfone) expondo uma das suas opiniões

Alexandre Teixeira Mendes no meio de uma conversa
entre Teixeira Moita e Elisabete Pires Monteiro

A performance de dança Hip-Hop dos "A.A.E Crew"

Aurelino declamando um poema "Anti-Fascista" (25 de Abril Sempre!)

Um pormenor da plateia do Filo-Café

Santiago Macias

Elisabete Monteiro declamando um poema

Um participante do Filo-Café
Aqui ficam algumas fotos do evento:
(Da cortesia de Nelson Silva)

Alberto Augusto Miranda

Bruno Resende

Uma participante do Filo-Café

Eva Mendez Doroxo (Ao centro) Com Elisabete Pires Monteiro
E Alexandre Teixeira Mendes

João Fragoso, Presidente da Palimage

Aurelino Costa declamando um dos seus poemas

Teixeira Moita numa das suas (in)tervenções (ex)citantes

Eva Mendez Doroxo numa declamação "Hardcore" (1º Escalão)

Tiago Moita (ao microfone) expondo uma das suas opiniões

Alexandre Teixeira Mendes no meio de uma conversa
entre Teixeira Moita e Elisabete Pires Monteiro

A performance de dança Hip-Hop dos "A.A.E Crew"

Aurelino declamando um poema "Anti-Fascista" (25 de Abril Sempre!)

Um pormenor da plateia do Filo-Café

Santiago Macias

Elisabete Monteiro declamando um poema

Um participante do Filo-Café
VESTIDO DE SALVAÇÃO
Os meus nervos são fissuras
de castanho poente à luz
a luz come-se com jangadas de tristeza
nas madrugadas esfomeadas
e a noite foi feita para partir
os espelhos
e os esconderijos são abutres pintados
com sal
ardem sonhos de volúpia
nos vídeos esborrachados de sangue
os crânios quebrados com dinamite
e espadas cortando a nossa carne
no pescoço
explodem
e explodem navios imberbes
com cascos naufragados das ilusões
desvios crustáceos de sono
tombados na funesta neblina das marés
náuseas revolteando nas almas
almas com náuseas revolvidas com tambores
e sal misturado com areia nas praias
as árvores são bosques antigos onde não nos
encontramos
deixem correr o mar deixem
deixem os pedaços do tempo embater em icebergues
deixem os cascos com barcos altos de fumo
enfumar-se na distante selva da orla
porque nós nada disto somos
ossadas compõem nossas paredes gastas
na arruaçada
e somos fragilidades empastadas
de lagoas secas no interstício
bate nas estradas velocissimamente
enlutado bate
bate raspando as lápides
do destino bate
porque a existência um dia te murmurará:
parte para onde as lágrimas desvelem
parte para onde o mundo se intercepte de vestidos
porque o sol cai nas vielas com frio
e nós tombamos cuspidos pela tísica foice
da salvação
abramos o vestido.
Carlos Filipe Vinagre
"Moluscos de Mântua" (Incomunidade, 2009)
de castanho poente à luz
a luz come-se com jangadas de tristeza
nas madrugadas esfomeadas
e a noite foi feita para partir
os espelhos
e os esconderijos são abutres pintados
com sal
ardem sonhos de volúpia
nos vídeos esborrachados de sangue
os crânios quebrados com dinamite
e espadas cortando a nossa carne
no pescoço
explodem
e explodem navios imberbes
com cascos naufragados das ilusões
desvios crustáceos de sono
tombados na funesta neblina das marés
náuseas revolteando nas almas
almas com náuseas revolvidas com tambores
e sal misturado com areia nas praias
as árvores são bosques antigos onde não nos
encontramos
deixem correr o mar deixem
deixem os pedaços do tempo embater em icebergues
deixem os cascos com barcos altos de fumo
enfumar-se na distante selva da orla
porque nós nada disto somos
ossadas compõem nossas paredes gastas
na arruaçada
e somos fragilidades empastadas
de lagoas secas no interstício
bate nas estradas velocissimamente
enlutado bate
bate raspando as lápides
do destino bate
porque a existência um dia te murmurará:
parte para onde as lágrimas desvelem
parte para onde o mundo se intercepte de vestidos
porque o sol cai nas vielas com frio
e nós tombamos cuspidos pela tísica foice
da salvação
abramos o vestido.
Carlos Filipe Vinagre
"Moluscos de Mântua" (Incomunidade, 2009)
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Filo-café A DOENÇA em Espinho
Filo-Café: A Doença
6 de Junho de 2008, 21h30
Junta de Freguesia de Espinho
Rua 23, , nº 271
Espinho
Áreas de Emissão:Pensamento, Fotografia, Música, Performance, Poesia, Pequenas-Comunicações, artesanato, Filosofia, Semiótica, Pintura, Escultura.
As obras relativas às Artes Visuais devem ser instaladas, no espaço, entre as 14h e as 18h do dia 6 de Junho.
Será apresentado o último livro de Carlos Vinagre:
Moluscos de Mântua de Carlos Pinto Vinagre
O Filo-Café admite colaborações virtuais (texto ou imagem) que serão publicados no blogue da Incomunidade
Um Filo-Café é, no essencial, um espaço público de trocas. Real. Com pessoas vivas, para lá do virtual. A partir de um tema, há uma pequena troca de comunicação (não superior a dez minutos) que serve para estimular a emissão do pensamento aberta a todos os presentes. No meio das trocas de pensamento surgem emissões artísticas: Pequenas performances, música, poesia, etc. Isto é: a conversa é espontânea, a emissão é artística é "preparada" antecipadamente. No espaço onde se realiza o filo-café há também lugar para a exposição de fotografia, pintura, escultura, instalação. É efémero. A participação na conversa é absolutamente livre. As inscrições, livres, destinam-se às pessoas que querem apresentar algum trabalho artístico.
Inscrições (em permanente actualização):
Eva Mendez Doroxo (Barcelona, Poesia); Nelson Silva (Porto, Pensamento); Elisabete Pires Monteiro (Porto, Pintura); Carlos Silva (Porto, Fotografia); Alexandre Teixeira Mendes (Porto, Pensamento); Carlos Azevedo (Lisboa, Poesia); Elisabete Monteiro (Santa Maria da Feira, Poesia); Aurelino Costa (Argivai, Poesia); Hugo Calhim Cristóvão (Porto, Teatro); Carlos Pinto Vinagre (Espinho, Poesia); Ana Marina Pereira (Porto, Música); Fernando Morais (Amarante, Ideias); Manuel Lourenço Fernandes (Porto, Música); Teixeira Moita (Porto, Música); João Bezerra (Espinho, Ideias); Ricardo Gonçalves (Anta, Ideias); Vitor Villaça (Ruilhe, Ideias); Gustavo Marques (Espinho, Poesia); Gerardo Queipo (Ponferrada, Cerâmica); João Sá Fardinha (Granja, Ideias); Ana Úrsula (Maia, Dança); Fabíola Fernandes (Viana do Castelo, Performance); Santiago Macias (Ponferrada, Memória Histórica); Hermínio Chaves Fernandes (Vilar, Teatro); Alberto Augusto Miranda (Inc.); Júlia Moura Lopes (Gaia, Poesia); Manuel Azevedo (Vancouver, Ideias); Susana Guimarães (Gaia, Poesia); Narcisa Barbosa (Gaia, Artes Visuais); Anabela Brasinha (Porto, Ideias); Guilhermre Rodrigues (Lisboa, Música); Inês Andraney (Porto, Ideias); A.A.E Crew (Espinho, Música); Manuela Vaz (Matosinhos, Fotografia); Bruno Resende (Porto, Artes Visuais); Tiago Moita (S. João da Madeira, Ideias).
domingo, 22 de março de 2009
A APRESENTAÇÃO DO LIVRO "A INEXISTÊNCIA DE EVA" DE FILIPA LEAL EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (19.04.2009)
A EVA INEXISTENTE
Esta foi, sem dúvida, uma semana de muitas surpresas. Sempre me habituei a esperar o impossível quando começava, todos os anos, a cada mês de Março, a campanha cultural "Poesia à Mesa" e este ano não foi uma excepção.
Foi só na semana passada, dia 12 de Março, que fui assaltado pela surpresa de saber que, uma das poetas (nunca gostei do termo "poetisa" porque, tal como a Poesia, o poeta não tem género; é universal) homenageada era, nada mais nada menos, que a Filipa Leal, a tal jornalista e poeta portuense que conheci no dia 11 de Abril de 2007, na minha terra, São João da Madeira, aquando da apresentação do seu segundo livro de Poesia "A Cidade Líquida e Outras Texturas" (Deriva Editora, 2006), obra que, nesse ano, chegou à 2.ª Edição.
É verdade que, desde esse ano, fiquei ainda mais intrigado e fascinado pela chamada "novíssima Poesia contemporânea portuguesa", que despoletou a partir de 2005 em Portugal e trouxe à ribalta poetas como Daniel Jonas, Joana Serrado, Catarina Nunes de Almeida e Filipa Leal - uma mulher que, desde então, encantou-me, quer pela sua Poesia, quer pela sua beleza etérea e personalidade forte. Quando fiquei a saber que ela tinha sido despedida do jornal "O Primeiro de Janeiro", em 2008, confesso que não esperava vê-la mais na minha vida. Daí o meu espanto, daí a minha ansiedade.
Loucura ou puro instinto, dirigi-me à Livraria Santo António no dia 18 de Março e comprar, de uma assentada, três exemplares dos três último livros da escritora, jornalista e poeta portuense - a viver actualmente em Lisboa desde o fim do ano passado. A saber: "A Cidade Líquida e Outras Texturas" (2006), "O Problema de ser Norte" (2008) e o seu mais recente poemário "A Inexistência de Eva" (2009). A breve leitura que fiz a cada um deles comprovou a qualidade, irreverência e talento desta jovem poeta. Mas as surpresas não ficaram por aqui.
Da esquerda para a direita: Maria Helena Cruz, directora da
Biblioteca Municipal de São João da Madeira, Filipa Leal e
Germano Nunes.
Na quinta-feira, dia 19 de Abril de 2009, Filipa Leal foi convidada a apresentar o seu mais recente poemário na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo em São João da Madeira, uma vez que era uma das poetas homenageadas no "Poesia à Mesa" deste ano. Mesmo tendo sido anunciada à última hora e apanhou do admiradores da sua obra, como eu, de surpresa. Atempadamente, tratei de levar os exemplares que comprei, no dia seguinte, jantar cedo e correr o mais depressa possível em direcção à Biblioteca Municipal da minha terra.
Em relação há três anos, o pequeno auditório da Biblioteca Municipal de São João da Madeira ficou mais preenchida. Talvez pelo facto da Filipa ser homenageado na "Poesia à Mesa" deste ano ou pela fama que a poeta foi obtendo ao longo dos últimos anos, que fez com que mais pessoas acorressem, naquela noite fria e nebulosa de Março, para conhecer de perto esta lindíssima poeta portuense e uma das maiores revelações da Poesia Contemporânea Portuguesa do século XXI, segundo o JL em 2006.
A sessão de apresentação do novo poemário de Filipa Leal - essa encantadora poeta que, mal me avistou e eu refresquei a sua memória acerca da minha identidade, reconheceu-me, perguntou por mim e presenteou-me com o seu olhar cristalino e sorriso platinado, quando se sentou ao meu lado para escutar, por breves segundos, parte do meu (pequeno) percurso literário - fora dividia em três partes:
A primeira parte fora feita pela minha amiga e directora da Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo, Dr.ª Maria Helena Cruz que, ao falar do percurso da poeta, revelou a todo o público presente que aquela era a 3.ª vez que a Filipa vinha a São João da Madeira, uma vez que a primeira vez fora em 2003, quando ela participou, enquanto "diseur" convidada pelo colectivo "Fábrica dos Movimentos" - onde constavam nomes como Paulo Condessa, Nuno Moura, Ada Pereira da Silva e o Poeta Daniel Jonas - na primeira campanha cultural "Poesia à Mesa". Alarme. Não queria acreditar naquilo que tinha acabado de ouvir. Apenas uma frase ecoou na minha mente: "Queres ver que é ela?"
Filipa Leal
A segunda parte fora levada a cabo pelo amigo da Poeta, Germano Nunes. O amigo da Filipa fez uma apresentação muitíssimo engraçada e bem-disposta, revelando mais os atributos e qualidades pessoais da sua amigo e daquilo que sentia por ela do que a obra em si.
Filipa Leal com o seu amigo Germano
Nunes
A terceira e última parte da sessão coube à estrela do momento. Filipa agradeceu a todos os presentes e começou a falar um pouco mais acerca do seu novo livro. Segundo a Poeta "Este livro foi escrito há muito tempo" porque "primeiro, na altura em que começou a escrevê-lo, não tinha editora, e segundo, porque ia lançar "A Cidade Líquida e Outras Texturas".
Este é um livro que fala de uma mulher dentro de uma sala branca. Eva. uma mulher sem memória, atormentada por uma voz muito próxima, a voz da consciência - individual e colectiva - que, segundo a poeta, assemelha-se à voz da tentação - desejo muito próximo do "consequente, inevitável e antiquíssimo "Medo de Existir"". No fim, declarou que "A Inexistência de Eva" é "um livro que recusa o pânico".
Finda a sessão, consegui autógrafos aos 3 exemplares dos seus três últimos poemários, tirei fotos com ela e os seus amigos Germano Nunes e Mafalda Capela - fotógrafa que criou a foto de capa do seu último livro de Poesia - e trocámos dois dedos de conversa. Uma noite memorável graças à presença de uma pessoa inesquecível como a Filipa Leal.
Tiago Moita com Filipa Leal (ao centro) e Mafalda Capela.
Quando cheguei a casa encontrei a foto de uma rapariga que participou no "Poesia à Mesa 2003" e que me encantou de tal maneira que, entre Março e Abril de 2004, andei à procura por São João da Madeira, qual príncipe enamorado à procura da sua cinderela, julgando ser uma sanjoanense. Esta é a foto da rapariga que eu andava à procura há cinco anos atrás:
Filipa Leal
(Poesia à Mesa 2003)
Tiago Moita.
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