sábado, 25 de maio de 2024

"ENSAIO SOBRE O FIM DO MUNDO" - O NOVO ROMANCE DE TIAGO MOITA (2024)

 


"ENSAIO SOBRE O FIM DO MUNDO" - O NOVO
ROMANCE DE TIAGO MOITA (2024)

Sinopse da obra

Imagina o mundo que tu conheces a colapsar diante dos teus olhos. Imagina ficares, de um momento para o outro, sem electricidade e veres todos os aparelhos eléctricos e electrónicos inventados pelo Homem a avariarem definitivamente. Imagina um bombeiro com remorsos, uma enfermeira traumatizada, um professor enigmático, uma doméstica revoltada, um médico frenético, uma influencer vaidosa, um youtuber activista, um engenheiro obcecado, um advogado oportunista, um designer poeta, um actor indeciso e uma criança muda lutando pela sobrevivência e numa viagem em busca de um paraíso terrestre que encontraram num folheto publicitário. 

Esta é a sua história. 

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sexta-feira, 24 de maio de 2024

BOOKTRAILER OFICIAL DO NOVO LIVRO DE TIAGO MOITA (2024)

 


Preparem-se para serem transportados para um mundo de emoções e aventuras com o novo booktrailer do meu novo livro "Ensaio sobre o fim do mundo" ✨

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quarta-feira, 22 de maio de 2024

terça-feira, 21 de maio de 2024

TEASER OFICIAL NO NOVO LIVRO DE TIAGO MOITA (2024)


EM 2024..."ELE" CHEGOU!!!

Neste teaser exclusivo, fiquem a conhecer o meu novo livro e mergulhem nas entrelinhas de uma narrativa envolvente.

Não percam a oportunidade de serem um dos primeiros a desvendar os enigmas deste novo livro .
Fiquem atentos para mais informações sobre o lançamento oficial do “Ensaio sobre o Fim do Mundo”.

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domingo, 19 de maio de 2024

FUGAS POÉTICAS: DEZ ANOS DEPOIS (2014-2024)

 


Tiago Moita dando início à primeira sessão "Poesia à Solta" -

A 1.ª Fuga Poética em São João da Madeira (Neptúlia Snack-Bar,

Terça-feira, 20 de Maio de 2014, 21H30)


FUGAS POÉTICAS: DEZ ANOS DEPOIS


Quando eu e o meu amigo escritor e poeta Edmundo Silva inaugurámos as Fugas Poéticas no Neptúlia Snack-Bar, no dia 20 de Maio de 2014 (e na Confeitaria Colmeia, no dia 3 de Junho do mesmo ano), em São João da Madeira, fizemo-lo com o intuito de não só criar hábitos de leitura e ouvir (bem como dizer) Poesia, como o de cruzar outras artes através dela e dinamizar a cultura, o associativismo, o sentimento de comunidade e a cidadania para fora dos espaços públicos municipais, passando a fazer dos cafés autênticos espaços de convívio, cultura, cidadania e liberdade, onde cada pessoa que nela assistisse e participasse era sempre tratada com igual respeito e parte de uma grande família.

E foi com base nesses propósitos que eu e o Edmundo coordenámos as Fugas entre 20 de Maio de 2014 e 21 de Julho do ano seguinte, num ambiente familiar, informal, livre e democrático onde se cruzaram pessoas dos mais variados estratos sociais, fossem naturais da nossa terra, fossem oriundos de outros concelhos dos distritos de Aveiro e do Porto, cantando canções, tocando instrumentos, lendo ou declamando poemas dos mais diversos poetas portugueses e estrangeiros, mais ou menos conhecidos do grande público. Nesse tempo, homenagearam-se poetas, temas, grandes figuras da nossa terra como foi o caso do nosso professor Josias Gil, travaram-se amizades, revelaram-se leitores (que até foram buscar livros da Biblioteca Municipal de São João da Madeira sob nossa recomendação), diseurs e alguns poetas e chegou-se mesmo a incluir uma das nossas Fugas no programa do Poesia à Mesa em 2015.


Edmundo Silva inaugurando a primeira sessão "Poesia à Solta"
- a primeira "Fuga Poética" em São João da Madeira -
(Neptúlia Snack-Bar, terça-feira, 20 de Maio de 2014, 21H30)


Quando nós resolvemos sair da coordenação e passámos o testemunho a uma equipa, formada por um grupo de tertulianos amantes das Fugas Poéticas, inconformados com a nossa saída abrupta deste evento que inaugurámos na nossa terra com muito orgulho e dedicação, a 21 de Julho de 2015, tratei de prepará-los em duas reuniões preparatórias entre Julho e Setembro desse ano, transmitindo-lhes bons conselhos e ensinando-lhes tudo o que precisavam de saber para continuarem a manter o propósito e a natureza das Fugas Poéticas, tal como as deixámos desde 2014.

Tal não aconteceu. E mal começaram as Fugas Poéticas a serem coordenadas pela primeira equipa de coordenação que as mudanças fizeram-se sentir, desde o primeiro momento. Em vez de informalidade, começou-se a formalizar tudo com folhas de presença e homenagens póstumas. Em vez de se manter um ambiente espontâneo, livre, incondicional, inclusivo e democrático, optaram por criar um ambiente rígido, condicional, exclusivo e conservador. Em vez de se trazer o Poesia à Mesa para junto das Fugas Poéticas, as Fugas Poéticas passaram a participar no Poesia à Mesa, através da sua equipa de coordenação, excluindo os restantes tertulianos. Em vez de se comemorarem as Fugas Poéticas em Maio, dizendo poemas nos espaços onde eram feitas, comemoraram-se em Junho em restaurantes de luxo. Em vez de se tirarem fotografias de grupo no final de cada aniversário tiraram-se fotografias apenas à equipa de coordenação, excluindo-se todos os restantes. E o resultado ficou à vista: pouco a pouco, as pessoas foram abandonando as Fugas e nunca mais voltaram. A pandemia e o confinamento provocado pela Covid-19 em Março de 2020 deram o golpe de misericórdia, e nem o seu famigerado regresso em 2022, na antiga confeitaria Corpini, foi capaz de recuperar o seu antigo brilho.

Todos os eventos têm um princípio e têm um fim, mas muitos fins podem e devem ser evitados consoante as medidas que se tomam e as lições que cada pessoa, grupo ou organização retira dos erros que comete. Errar é humano, mas persistir no erro é condenar qualquer iniciativa ao fracasso. Gostaria muito que não fosse assim e que as Fugas não fossem apenas um grupo de pessoas que se serviu do seu nome para dizer poemas no Poesia à Mesa, tivessem mantido o seu propósito fundador e continuado até aos nossos dias. Tal não aconteceu, mas o seu exemplo e marco que deixaram na história de São João da Madeira deveria não só ser (mais) um motivo de orgulho e de iniciativa do povo sanjoanense como uma oportunidade para reflectirmos acerca da vida cultural do nosso concelho.


Tiago Moita

Escritor, poeta e formador

20.05.2024


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quinta-feira, 25 de abril de 2024

TIAGO MOITA HOMENAGEIA OS 50 ANOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS COM UM POEMA.

 TIAGO MOITA HOMENAGEIA OS 50 ANOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS COM UM POEMA.


Não podia deixar passar a chegada ao meio século da Revolução do 25 de Abril de 1974 sem homenagear esta efeméride, através da mais pura expressão de liberdade que é a Poesia. Escrevi este poema no dia 21 de Junho de 2010 e publiquei-o no meu segundo livro de Poesia "Post Mortem e Outros Uivos" (WorldArtFriends, 2012) e é uma espécie de grito de revolta contra o desalento, a frustração, o pessimismo mas, ao mesmo tempo, uma mensagem de esperança de todas as gerações que nasceram depois da revolução dos Cravos, em Liberdade, mas ainda estão à procura de um rumo para as suas vidas e um destino para Portugal.

A leitura e gravação que fiz deste poema é o meu mais puro e singelo tributo.

Viva a Liberdade! Viva o 25 de Abril! Viva o Povo Português! Viva Portugal!

Tiago Moita.

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terça-feira, 19 de março de 2024

TIAGO MOITA: VINTE ANOS A DAR VOZ ÀS PALAVRAS (2004-2024)

 


Sessão de encerramento do workshop de Poesia 

"Orquestra das Palavras" de Paulo Condessa, 

São João da Madeira, Ecos Urbanos, 19.03.2004


TIAGO MOITA: VINTE ANOS A DAR VOZ ÀS PALAVRAS (2004-2024)


A passagem do tempo deixa sempre um travo de saudade na vida de uma pessoa e lembrar uma efeméride como a primeira vez em que disse um poema ao vivo em público, como aconteceu comigo há vinte anos, naquela sexta-feira, dia 19 de Março de 2004, às 22H30, na antiga sede dos Ecos Urbanos (Aka “O Sítio”) no antigo monumento arquitectónico da Praça Luís Ribeiro em São João da Madeira, não é uma excepção à regra.


Tinha ainda 28 anos e parecia ter descoberto a vida pela primeira vez. Vinha ébrio de uma revolução de palavras e pensamentos, sonhos e pesadelos com mais de sete meses. Começava a redescobrir a escrita e a poesia como quem aprende a respirar de novo. Tinha 28 anos e parecia ter descoberto um mundo novo.


Era Primavera na cidade. O município aperaltava-se para a segunda sessão do Poesia à Mesa. As andorinhas e as flores mudavam as cores e os comportamentos de todos os habitantes. Respirava-se Poesia na cidade. Para mim, a primavera tinha começado mais cedo nas tardes de leitura na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo ou nas livrarias da minha terra e da cidade do Porto. Tinha 28 anos e voltei a apaixonar-me pelos livros e a desbravar horizontes nos textos e nos poemas de Pessoa, Blake e Rimbaud que, por não serem suficientes para alimentar a minha alma, deram lugar também a Al Berto, O'Neill, Cesariny, António Maria Lisboa, Mário de Sá-Carneiro, David Mourão-Ferreira, Sophia de Mello Breyner Andresen entre tantos outros. Tinha ainda 28 anos e palavras como surrealismo, modernismo, metáfora, didascália, verso, poema ou silêncio passavam a fazer parte do meu vocabulário e todo o sentido para mim como raiz de uma árvore ou o canto de um pássaro.


Queria descobrir mais, experimentar mais, dar voz ao que escrevia e aos poemas e textos dos livros que passavam a fazer parte da minha vida, revolviam-me as estranhas, tatuavam-me o corpo, como amigos inseparáveis. Tinha ainda 28 anos e deixei-me conduzir por um anúncio da Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo em Fevereiro de 2004 para promover uma workshop de leitura poética, denominada "A ORQUESTRA DAS PALAVRAS", dirigida por um tal Paulo Condessa que, naquela altura, nunca tinha ouvido falar. Parecia tudo novo para mim. Tinha ainda 28 anos e abri o meu coração e a minha vida para esse evento, sem ouvir os murmúrios das paredes e as vozes das sombras, servindo-me da minha intuição como bússola.


Foram apenas cinco dias mas, para mim, poderiam durar uma eternidade que não me importava. Tinha ainda 28 anos e saboreei a Poesia do silêncio das palavras a cair da ponta da língua como gotas de orvalho a gotejar de folhas de Outono; respirei Poesia e aprendi a dialogar com os poemas, com os poetas, com o mundo e com a vida.


Nessa noite de sexta-feira, 19 de Março de 2004, às 22H30, tudo foi novo e diferente. Eu e aquele grupo fomos um só. Lemos Almada Negreiros, Sophia de Mello Breyner, Vasco Popa, Cesariny e António Maria Lisboa como se os poemas fossem nossos e os poetas renascido das cinzas para lerem connosco. Por fim, chegou a minha vez e só, perante o público, despi as minhas sombras e dei voz ao meu silêncio. Tinha ainda 28 anos e senti o peso do mundo na boca e a eternidade num instante.


Vinte anos depois, já não digo "tinha ainda 28 anos"; digo, "tenho ainda". Apesar de ter perdido o contacto com a maioria das pessoas que fizeram aquela workshop comigo; apesar do meu mestre viver a mais de trezentos quilómetros de distância, apesar do meu pai, morto, mas sempre vivo em mim; apesar de tudo o quanto deixei e o quanto não ficou por dizer, tenho ainda o mesmo toque, o golpe de asa que falava Pessoa, a mesma vontade de respirar a Poesia que passou a fazer parte de mim e o silêncio que esculpo, com prazer e dor, para moldar a sua forma.


Tiago Moita


19 de Março de 2024


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