domingo, 30 de setembro de 2007

ADEUS "10CÍBEIS"

 


(Foto da cortesia da Patrícia Cardoso, 29.09.2007)

ADEUS "10CÍBEIS"

Existem princípios que não deviam ter um fim e o que aconteceu ontem à noite em São João da Madeira deveria ser uma excepção à regra. Depois de seis de actividade ininterrupta e inebriante, o 10Cíbeis Bar - o meu querido "10" - encerrou definitivamente as suas portas, colocando um ponto final a um capítulo glorioso na História da vida nocturna sanjoanense.

Para trás, deixou um role de memórias feitas de loucura, animação, sorrisos, lágrimas, beijos, gargalhadas, cerveja, vinho e muito rock n' roll. Um pequeno oásis de música alternativa e animação nocturna vanguardista onde pessoas das principais tribos urbanas do Rock (Punk's, metaleiros, góticos, etc.) e amantes do rock, do metal e da música alternativa (como eu) se reuniam, confraternizavam e trocavam gargalhadas, sorrisos, confissões e gritos de êxtase e orgulho, cada vez que os "Dj's" de serviço passavam as suas canções de eleição.

Para trás, deixou-me uma saudade mastigada pela frustração de ver partir o meu principal motivo para sair à noite em São João da Madeira. Se é verdade que só passei a ter uma verdadeira vida boémia em toda a minha vida a partir de 2003, devo-a toda ao "10Cíbeis". Não encontrei lá os músicos para fundar a banda de Rock alternativo dos meus sonhos, mas conheci pessoas extraordinárias, paixões fulgurantes, canções inebriantes que ainda hoje deambulam pela minha mente como cavalos selvagens cavalgando por uma pradaria sem fim, conversas disparatadas e muito animadas com risos e muita cerveja à mistura, bandas absolutamente fantásticas e deslumbrantes que me encheram de ânimo e de orgulho, enquanto sanjoanense e português, e uma poeta e amiga muito especial que mexeu com o meu coração e revelou através de um livro a minha vocação de escritor e poeta.

Jamais esquecerei as tuas noites, "10Cíbeis". Jamais esquecerei as noites em que descobri o som de bandas como os Meshuggah, os Opeth, os Mastodon, os Porcupine Tree, os Riverside ou os Gojira; jamais esquecerei as noites de Rock e de Metal do Rui Silva, do Fred, do "Gago", do Carlos e de tantos outros que por lá passaram e deixaram a sua marca no coração de todos aqueles que arranjaram uma (excelente) desculpa para sair de casa e libertar a adrenalina que fermentaram durante a espuma dos dias para despejar na dança, na música e na bebida até ao romper da madrugada. Jamais esquecerei os concursos de D.J'S, o "air guitar" improvisado dos amantes do Rock e do Metal, as "conversas com Joaquim Aletria" do Heitor e com o Edgar Pinho e o Dani Rangel, relembrando sketches dos Gato Fedorento, dos Monty Phyton ou do Herman José. Jamais esquecerei os teus festivais de Rock em 2002 e 2003 e as peças de teatro "Quando o homem parte" (2003) e "Quando o homem parte II" (2004) feitas pelo Vitó, o dono e principal animador daquele bar que, juntamente com o Paulo Pintor, geriram o bar como ninguém. Jamais esquecerei das noites alucinantes e verdadeiramente apalhaçadas do "Projecto Magalhães Lemos" e das noites em que escrevia poesia com a Sara Costa, a Juliana Leite ou o "Gago". Jamais esquecerei...

A partir de ontem, passaste à História, mas ficarás para sempre no meu coração.

Até sempre, 10Cíbeis!

Tiago Moita

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

UM OLHAR NO PASSADO: O FILO-CAFÉ BRUNO E BURMA

Realizado a 1 de Julho de 2006, o Filo-Café "Bruno e Bruma", no Clube Literário do Porto, foi um dos Filo-Cafés mais concorridos e participados de sempre! Esse Filo-Café foi realizado de modo a homenagear a vida e obra do célebre filósofo e jornalista portuense Sampaio Bruno.

Ficam aqui algumas fotos desse evento:

Numa amena tertúlia na Avenida dos Aliados - Porto



O público que assistiu ao Filo-Café "BRUNO E BRUMA"

A irmã de Alberto Augusto Miranda entre os presentes

A performance da Filipa Aranda


A declamação poética de Cruz Martinez
A declamação Poética de Rosanegra


Tiago Moita declamando o Poema "O Fogo dos Homens"
No Filo-Café "Bruno e Bruma"

sexta-feira, 18 de maio de 2007

SESSÃO "À CONVERSA COM...VALTER HUGO MÃE" NA LIVRARIA ENTRELINHAS EM SÃO JOÃO DA MADEIRA (12.05.2007)

 


Valter Hugo Mãe com Cristina Marques na Livraria
Entrelinhas em São João da Madeira (11.05.2007)

VALTER HUGO MÃE EM SÃO JOÃO DA MADEIRA

Eu conheci pessoalmente Valter Hugo Mãe há três anos atrás e não sabia que ele era escritor e poeta. Foi numa sexta-feira, dia 11 de Junho de 2004, quando fui de propósito a Vila Nova de Famalicão para ter uma reunião com o editor Jorge Reis-Sá das Edições Quasi - a primeira editora que contactei para ler, analisar e, se possível, editar o meu primeiro livro "Ecos Mudos" (coisa que acabou por não acontecer), que estava marcada para as 14H30. E quem é que me foi buscar à estação de comboios para me levar para a sede da Quasi? O Valter! Muito simpático mas de poucas palavras. Ouviu-me com muita atenção a respeito do meu primeiro projecto literário, mostrou-se muito interessado com a minha primeira obra. Depois desse dia, nunca mais o vi nem ouvi falar dele até o dono da livraria entrelinhas, Ricardo Almeida falar dele, mas, até à sessão de ontem, confesso que não associei o nome deste escritor com o homem que me levou de ida e volta da estação de comboios de Vila Nova de Famalicão até à sede da Quasi com o escritor e poeta que fora entrevistado e homenageado na livraria do Ricardo e da Filomena.

A sessão "À Conversa com...Valter Hugo Mãe" ficou marcada para as 21H30, mas eu cheguei uns dez minutos mais tarde. A sala onde ocorrera a sessão estava cheia (ou "à cunha" como se costuma dizer). Ao lado do escritor e poeta natural de Vila de Conde, estava a professor Cristina Marques - que conheci pessoalmente em Fevereiro, na sessão de apresentação do novo romance de José Luís Peixoto "Cemitéro de Pianos", nessa mesma livraria, como acabei de mencionar num post deste blog mais atrás. Valter Hugo Mãe revelou nessa sessão uma aparência tímida, suave, escondida num rosto discreto e tranquilo, mas não teve o menor pudor em aparecer completamente nu na capa do seu livro "Pornografia Erudita". "Sou muito tímido, mas tenho muita lata", confessou. E logo a seguir disse uma frase que revelou como incorpora a incoerência e o paradoxo como linhas delineadoras da sua identidade: "Se eu pudesse, gostava de ser outra pessoa".

Talvez por sentir uma necessidade constante em "iludir os outros" e de "procurar o lugar do outro", escreveu o seu mais recente livro de Poesia, "Pudorgrafia Erudita" (Cosmorama, 2007). Apesar de esta ser, segundo o escritor e poeta vilacondense, a sua 11.ª obra, Valter Hugo Mãe confessou que os seus cinco primeiros trabalhos foram "muito maus".

Tal como uma criança vivia iludido a cavar buracos na terra e a encher água para que dali nascessem peixes, Valter Hugo Mãe cava poemas numa busca incessante dos vários eus que o definem e moldam. Contrói possibilidades infindas nos conteúdos e até na forma linguística, questionando sempre, ainda que sem pretender, encontrar uma resposta. São os "caminhos ilusórios" que procura, enquanto se passeia, sem sair do mesmo local onde vive há muitos anos: Vila do Conde. Porém, neste versos mais maduros, o poeta já não pergunta: "Agora respondo a mim próprio" (sic).

Folheando o seu último livro de Poesia, Valter Hugo Mãe destila sarcasmo e ironia ao recitar "Margarida faz esborre" 

"O senhor monstro quer sentar-se
mas tem entre as pernas
a margarida que lhe entrou pelo cu"

A voz macia, ensaboada de malícia sai-lhe da boca e dispara subitamente contra a protagonista da trama. Dirige o poema a uma pessoa em particular e só não o assume verdadeiramente, com receio de mais um processo em tribunal, confessa entre risos. Mas a cumplicidade com o público é desarmante e Valter Hugo Mãe acaba por revelar: "É a Margarida Rebelo Pinto", enquanto recorda a polémica que resultou da publicação do livro "Couves & Alforrecas, Os Segredos da Escrita de Margarida Rebelo Pinto", que analisa de forma muito crítica a obra da autora de "Sei Lá".

Impaciente por natureza, mudou completamente de estilo quando resolveu começar a escrever prosa e viu editados os seus dois primeiros romances: "O Nosso Reino" (Quid Novi, 2005) e "O Remorso de Baltazar Serapião" (Quid Novi, 2006). Segundo a professora Cristina Marques, encontramos nas páginas do primeiro uma escrita violenta e agressiva, a roçar o pornográfico: "Mata a mãe, metendo-lhe a mão pela vagina e arranca-lhe tudo", segundo uma passagem lida pela professora sanjoanense.

Segundo Valter Hugo Mãe, a ficção apareceu-lhe na sua vida literária sem o avisar, fruto do acaso e de uma necessidade mais intrínseca de libertação: "No frenesim de ter que escrever uma tese de mestrado de 50 páginas em 15 dias, peguei numa frase que tinha no desktop do computador - "Era o homem mais triste do mundo" - e, em vez de escrever um romance", explicou.

Sem abandonar a Poesia, experimentou este outro género literário, numa tentativa de superação de si próprio: "A Arte é insatisfação", afirmou. E partiu à procura de novos desafios, porque há tinha descoberto a receita de fabricar versos bem sucedidos "Se quisesse podia estar sempre a parir poemas, por isso, tinha de me zerar", confessou.

Segundo a professora Cristina Marques, Valter Hugo Mãe abriu um novo caminho na Literatura Portuguesa devido à forma como trabalha com o grotesco na realidade, recusando a "semântica fossilizada", salientou a professora de Português e amiga do escritor que fez a apresentação da obra e do autor. De acordo com a especialista em Literatura, "a morte, o eu nos outros e os outros no eu e a poesia como libertação são as três pedras basilares" dos seus trabalhos.

Segundo o que eu apurei nessa sessão, Valter Hugo Mãe é licenciado em Direito, dirige, neste momento a editora Objecto Cardíaco e vive em Caxinas, Vila do Conde, deliciando-se com "as coisas simples da vida", confessou. Tem 11 obras poéticas e duas incursões na ficção, para além de ter escrito a letra para a música de Paulo Prata que passa na série "Floribella" na SIC.

No final da sessão, cumprimentei e revelei-lhe que era o escritor e poeta que ele conhecera em 2004 em Vila Nova de Famalicão. Para surpresa minha, reconheceu-me.

TIAGO MOITA

(P.S: Parte deste texto foi retirado da crónica que a jornalista Salomé Pinto fez para o Jornal Sanjoanense "Labor")

sexta-feira, 11 de maio de 2007

ARTE EM MOVIMENTO (FERNANDO VELOSO)



FERNANDO VELOSO

PORT-FOLIOS (PETER BERGHMAN)



Peter Berghman

MÃO MORTA APRESENTAM "CANTOS DE MALDOROR"




OS CANTOS DE MALDOROR – O LIVRO

Na Paris sitiada de 1870 e em vésperas do levantamento da Comuna morre aos 24 anos o desconhecido Isidore Ducasse. No entanto este misterioso “homem de letras” deixava atrás de si um formidável empreendimento de demolição de que o romantismo envelhecido e o Segundo Império à beira do desastre não seriam as únicas vítimas. Os seus “Os Cantos de Maldoror”, impressos no ano anterior sob o pseudónimo de O Conde de Lautréamont, não poupam nenhuma autoridade nem nenhum dogma.
Sob a aparência de um herói do Mal, negativo dos heróis românticos então em voga, Maldoror é a personagem central da narrativa estruturada em Cantos à maneira das epopeias clássicas. Mas Maldoror é muito mais que um herói do Mal, é sobretudo um combatente da liberdade que nos revela as consequências de uma dupla alienação: enquanto a interiorização dos interditos morais e religiosos nos confisca os desejos, as marcas de uma linguagem imobilizada contrariam-nos a livre expressão.
Se a primeira alienação ganha denúncia no combate encarniçado de Maldoror contra o Criador e a religião e na natureza obsessivamente erótica dos seus crimes, relembrando a animalidade e a agressividade que a Igreja associa à sexualidade, já a segunda é exposta pela recorrência a artifícios literários, da interpelação do leitor à confusão entre narrador e personagem, da ausência de linearidade narrativa à constante sobreposição de formas literárias, como se ao combate encarniçado contra o Criador correspondesse estranhamente uma luta da escrita contra uma censura latente. Apesar disso, o texto não perde balanço, antes, como uma espiral ou um turbilhão, ganha um movimento rodopiante, de reposição e de renovação, de repetição e de modulação, com novos enredos sempre a arrancarem para logo abortarem, com constantes intromissões e divagações a impedirem a narração de avançar, não abordando novos relatos senão para voltar a tropeçar no mesmo episódio indizível, deixando entrever o que se segue para melhor o ocultar, tal um segredo que se quer contar mas não se consegue, criando assim uma tensão que vai alimentar toda a obra, que dá a impressão de gravitar à volta de um centro sempre fugidio.

MALDOROR – O ESPECTÁCULO

A partir de “Os Cantos de Maldoror”, a obra-prima literária que Isidore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont, deu à estampa nos finais do séc. XIX, os Mão Morta, com os dedos de alguns cúmplices, estruturaram um espectáculo singular onde a música brinca com o teatro, o vídeo e a declamação.

Aí se sucedem as vozes do herói Maldoror e do narrador Lautréamont, algumas imagens privilegiadas das muitas que povoam o livro, sem necessidade de um epílogo ou de uma linearidade narrativa, ao ritmo da fantasia infantil – o palco é o quarto de brinquedos, o espaço onde a criança brinca, onde cria e encarna personagens e histórias dando livre curso à imaginação.·Em similitude com a técnica narrativa presente nos Cantos, a criança mistura em si as vozes de autor, narrador e personagem, criando, interpretando e fazendo interpretar aos brinquedos/artefactos que manipula as visões e as histórias retiradas das páginas de Isidore Ducasse, dando-lhes tridimensionalidade e visibilidade plástica. O espectáculo é constituído pelo conjunto desses quadros/excertos, que se sucedem como canções mas encadeados uns nos outros, recorrendo à manipulação vídeo e à representação.·Como um mergulho no mundo terrível de Maldoror, povoado de caudas de peixe voadoras, de polvos alados, de homens com cabeça de pelicano, de cisnes carregando bigornas, de acoplamentos horrorosos, de naufrágios, de violações, de combates sem tréguas… Sai-se deste mundo por uma intervenção exterior, como quem acorda no meio de um pesadelo, como a criança que é chamada para o jantar a meio da brincadeira – sem epílogo, sem conclusão, sem continuação!

Texto Original: Isidore Ducasse dito Conde de Lautréamont;Selecção, Versão Portuguesa e Adaptação: Adolfo Luxúria Canibal;Música: Miguel Pedro, Vasco Vaz, António Rafael e Mão Morta;
Encenação: António Durães;
Cenografia: Pedro Tudela;
Figurinos: Cláudia Ribeiro;
Vídeo: Nuno Tudela;
Desenho de Luz: Manuel Antunes;
Interpretação: Mão Morta (Adolfo Luxúria Canibal – voz / Miguel Pedro – electrónica e bateria / António Rafael – teclados e guitarra / Sapo – guitarra / Vasco Vaz – guitarra e teclados / Joana Longobardi – baixo e contrabaixo);
Produção: Theatro Circo e Imetua – Cooperativa Cultural
ESTREIA NO THEATRO CIRCO, em Braga, A 11 E 12 DE MAIO DE 2007·
Outras apresentações:PORTALEGRE, Centro de Artes do Espectáculo, a 19 de Maio.

domingo, 6 de maio de 2007

SOBRE O WORKSHOP DE ESCRITA CRIATIVA DE PEDRO SENA-LINO EM SÃO JOÃO DA MADEIRA


Cartaz do workshop intensivo de Escrita Criativa

de Pedro Sena-lino em São João da Madeira

(26, 27 e 28 de Abril de 2007)


Foi com o maior prazer e satisfação que frequentei o workshop intensivo de escrita criativa do escritor Pedro Sena-Lino entre os dias 26, 27 e 28 de Abril, no Museu de Chapelaria de São João da Madeira. Confesso que já tinha ouvido falar em Escrita Criativa mas nunca soube de que é que se tratava até frequentar aquelas quatro maravilhosas aulas com o escritor e poeta Pedro Sena-Lino - que também desconhecia. 

Segundo o que eu entendi, trata-se de algo que foi inventado nos Estados Unidos da América, por professores da Universidade de Havard, preocupados com a falta de imaginação e criatividade dos seus alunos devido a uma série de bloqueios criativos que possuíam na construção do discurso e na comunicação em geral, entre outros problemas. Essas formações proliferaram pelos E.U.A desde então, chegando a aparecer a primeira tese de mestrado sobre esta matéria na Universidade do Iowa, na década de 1930.


Estas formações começaram a sair das universidades para espaços mais democráticos como clubes, associações e até cafés a partir dos finais década de 50 e princípios de 60 nos Estados Unidos da América. A sua estreia em Portugal acontece na década de 80, pela mão dos escritores Rui Zink e Ana Hatherly

No fundo, trata-se de um conjunto de ferramentas criativas do mundo da Linguagem que são frequentemente utilizadas por criativos e autores em todo o mundo, com vista a desbloquear a criatividade, libertar a imaginação, enriquecer o nosso vocabulário, melhorar a qualidade da nossa escrita, desenvolver e desconstruir a linguagem, fomentar a técnica, o trabalho árduo, a disciplina e a leitura de grandes obras do passado e do presente, procurando um equilíbrio entre a teoria e a prática da Escrita Criativa, de modo a tornar a nossa escrita mais automática e espontânea do que já é.


Durante esse quatro dias, não só tomei conhecimento de colegas fantásticos (entre os quais estava a actual Directora do Museu, doutora Suzana Menezes), mas também conheci a faceta mais extrovertida, criativa e mirabulante do nosso formador, Pedro Sena-lino, que nos fez rir e interessar cada vez mais por esta tão apaixonante e importante disciplina que me ensinou a desbloquar a criatividade a libertar a imaginação como ninguém e revolucionou a forma como eu penso, sinto, acredito e atiro para o papel, sem esperar juízos de qualquer espécie, a não ser de mim mesmo.


Não escrevi nenhuma obra durante esses dias, mas recebi muitas dicas e lições muito importantes sobre como escrever mais e melhor, de forma fluída e automática, como ninguém. Para muitos pode parecer estranho aquilo que vos vou dizer, mas, se querem saber mesmo a verdade, dá-me a parecer que, no fim-de-semana passado, frequentei a formação mais importante de toda a minha vida. E não apareceu na minha vida por acaso.


Muito obrigado pela iniciativa, Museu de Chapelaria! Muto obrigado Pedro Sena.Lino!


Bem hajam!


Tiago Moita


#TiagoMoita #escritacriativa #workshop #formacao #pedrosenalino #museudechapelariaSJM #lieteratura #literaturaportuguesa #Portugal #SJM #saojoaodamadeira



Museu de Chapelaria de São João da Madeira